- A guerra na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, causou sérios danos à saúde da população, especialmente entre idosos e pacientes com doenças crônicas.
- Atualmente, cerca de 500.000 pessoas necessitam de cuidados paliativos, um aumento significativo devido ao estresse e à solidão provocados pelo conflito.
- Inna Kochenko cuida de sua mãe, Lubov Uzhishchenko, que tem câncer cerebral e vive em uma área rural da província de Chernihiv. O estresse da guerra afeta a saúde de Lubov.
- A oncóloga Alina Kazalap, que lidera uma unidade móvel de cuidados paliativos, afirma que o estresse e a falta de sono aceleram o avanço de doenças como o câncer.
- A população idosa, que representa 25% da população ucraniana, é a mais afetada, com 44% dos ucranianos acima de 70 anos vivendo sozinhos, sem apoio familiar.
A guerra na Ucrânia, que começou em fevereiro de 2022, tem causado um impacto devastador na saúde da população, especialmente entre idosos e pacientes com doenças crônicas. Atualmente, cerca de 500.000 pessoas no país necessitam de cuidados paliativos, uma demanda que cresceu drasticamente devido ao estresse e à solidão gerados pelo conflito.
Inna Kochenko, de 30 anos, cuida de sua mãe, Lubov Uzhishchenko, de 49 anos, que sofre de câncer cerebral. Inna relata que o estresse da guerra afeta diretamente a saúde de sua mãe, que vive em uma área rural da província de Chernihiv. A oncóloga Alina Kazalap, que lidera uma unidade móvel de cuidados paliativos, observa que o estresse e a privação de sono aceleram o avanço de doenças como o câncer.
Desafios na Saúde
A situação é alarmante, com a violência diária e a destruição de hospitais dificultando o acesso a tratamentos adequados. Dmitro Kushch, analista da UNDP, destaca que garantir alívio para a dor é uma questão de direitos humanos. A escassez de recursos financeiros e humanos limita a disponibilidade de serviços, especialmente em áreas remotas.
A população idosa, que representa 25% da população ucraniana, é a mais afetada. Um estudo da HelpAge International revelou que 44% dos ucranianos acima de 70 anos vivem sozinhos, sem apoio familiar. Essa solidão e a falta de cuidados adequados agravam ainda mais a situação.
Impacto Emocional
Mikola Panasovich, de 83 anos, e Maria Oliinik, de 87 anos, exemplificam como a guerra intensifica a solidão. Ambos enfrentam problemas de saúde e a perda de entes queridos. Enquanto Mikola continua a cultivar grãos para alimentar suas galinhas, Maria reside em um geriátrico, onde recebe cuidados.
A guerra em Nizhin, que foi ocupada por tropas russas, ainda é sentida diariamente. O medo e a incerteza permeiam o cotidiano dos moradores, que lidam com a realidade de um conflito que não dá sinais de fim. As visitas de familiares são escassas, e muitos idosos se veem obrigados a buscar ajuda em instituições de cuidados.
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