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Inteligência artificial transforma a abordagem da terapia moderna

O uso de inteligência artificial para suporte emocional cresce, mas casos de crises graves levantam preocupações sobre a segurança e eficácia das interações.

Foto: Reprodução
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  • A relação entre humanos e assistentes virtuais, como Siri e Alexa, está crescendo, especialmente no apoio à saúde mental.
  • Pesquisas indicam que sessenta e cinco por cento dos brasileiros utilizam inteligência artificial (IA) para diversas tarefas, com previsão de aumento para oitenta e oito por cento em 2025.
  • O uso de chats de IA como amigos ou conselheiros mais que dobrou, levantando preocupações sobre a eficácia e segurança dessas interações.
  • Um caso nos Estados Unidos resultou em um processo contra a OpenAI após o suicídio de um adolescente que discutiu suas crises na plataforma sem receber alertas.
  • A OpenAI está considerando implementar ferramentas de controle parental e reconhece a necessidade de melhorias em suas ferramentas de suporte emocional.

A relação entre humanos e assistentes virtuais, como Siri e Alexa, se intensifica, especialmente no apoio à saúde mental. Pesquisas recentes indicam que 65% dos brasileiros utilizam inteligência artificial (IA) para diversas tarefas, e esse número saltou para 88% em 2025. O uso de chats de IA como amigos ou conselheiros mais que dobrou, levantando questões sobre a eficácia e segurança dessas interações.

Um caso alarmante ocorreu nos EUA, onde um casal processou a OpenAI após o suicídio de seu filho de 16 anos, que havia discutido suas crises na plataforma sem receber alertas. A tragédia levou a OpenAI a considerar a implementação de ferramentas de controle parental, permitindo que os pais sejam notificados em momentos de sofrimento intenso.

Conversar com uma IA pode criar um ambiente de conforto, mas isso não substitui a necessidade de interações humanas. Especialistas alertam que a dependência de assistentes virtuais pode enfraquecer habilidades sociais e aumentar a solidão. A Organização Mundial da Saúde já considera a solidão uma ameaça à saúde pública, com efeitos comparáveis a fumar 15 cigarros por dia.

Desafios da IA na Saúde Mental

As IAs, embora úteis, não são adequadas para diagnósticos de saúde mental. A interpretação de sintomas é subjetiva e depende de nuances que as máquinas não conseguem captar. A falta de supervisão humana em interações com chatbots pode resultar em consequências graves, como a disseminação de informações prejudiciais.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) afirma que chatbots não podem substituir a terapia, pois não oferecem a conexão emocional necessária para um tratamento eficaz. A privacidade também é uma preocupação, já que as interações com IAs não têm a mesma proteção legal que as consultas terapêuticas.

Caminhos para o Futuro

Iniciativas como a plataforma “e-Saúde Mental no SUS” estão sendo desenvolvidas para integrar IA no monitoramento de pacientes, mas sem substituir o atendimento humano. O projeto visa identificar sintomas e oferecer suporte antes de um atendimento presencial, garantindo que a tecnologia complemente, e não substitua, a interação humana.

A regulamentação do uso de IA na saúde mental está em discussão no Congresso Nacional, com propostas que exigem supervisão e responsabilidade. A OpenAI reconhece a necessidade de mudanças e está contratando especialistas em saúde mental para melhorar suas ferramentas. O futuro das interações com IAs deve ser cuidadosamente planejado para garantir a segurança e o bem-estar dos usuários.

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