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SUS completa 35 anos e se inspira no modelo do NHS inglês para evolução do sistema

NHS enfrenta desafios de subfinanciamento e sobrecarga de trabalho, enquanto busca expandir atendimento com novos agentes comunitários de saúde.

Aneira Thomas foi a primeira a nascer no sistema público de saúde inglês, o NHS, em 1948 (Foto: Reprodução)
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  • Aneira Thomas, nascida em 5 de julho de 1948, é a primeira pessoa a nascer no Sistema Nacional de Saúde (NHS) do Reino Unido.
  • O NHS, fundado em 1948, é um modelo de saúde pública que inspirou a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil em 1990.
  • O NHS lançou um programa de agentes comunitários de saúde, inspirado na Estratégia Saúde da Família do Brasil, com o objetivo de melhorar o atendimento médico.
  • O programa já está presente em 27 localidades no Reino Unido, mas enfrenta desafios como subfinanciamento e condições de trabalho difíceis para os profissionais de saúde.
  • A pesquisadora Margareth Portela observa que tanto o SUS quanto o NHS enfrentam problemas de financiamento e infraestrutura, destacando a importância do aprendizado mútuo entre os sistemas.

Aneira Thomas, nascida em 5 de julho de 1948, em Glanamman, País de Gales, é a primeira pessoa a nascer no NHS, o sistema de saúde britânico. Comemora agora 75 anos de um sistema que se tornou referência mundial, inspirado em modelos anteriores, como o da Nova Zelândia e da União Soviética. O NHS, criado com o princípio da universalidade no acesso à saúde, influenciou a formação do SUS no Brasil em 1990.

Recentemente, o NHS anunciou um novo programa de agentes comunitários de saúde, inspirado na Estratégia Saúde da Família do Brasil. O Neighbourhood Health Service, como é chamado, visa expandir o atendimento médico, promovendo uma abordagem proativa na busca por cuidados de saúde. O médico Matthew Harris, que trabalhou no Brasil, destaca a importância desse modelo, que permite identificar problemas de saúde antes que se tornem graves.

A implementação do programa já se expandiu para 27 localidades no Reino Unido, incluindo a Cornuália, onde 60 agentes comunitários atuam. Apesar do entusiasmo, Harris ressalta que ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar a cobertura que o Brasil possui nesse serviço.

Entretanto, o NHS enfrenta desafios significativos, como o subfinanciamento e a sobrecarga de trabalho. Médicos residentes realizaram greves em busca de melhores condições salariais, refletindo a insatisfação com a situação atual. Aneira Thomas expressa sua preocupação ao ver profissionais de saúde lutando por melhores salários após longos turnos.

No Brasil, a pesquisadora Margareth Portela observa que parte do financiamento público acaba direcionado a instituições privadas, o que gera desafios semelhantes aos enfrentados pelo NHS. Apesar das diferenças entre os sistemas, ambos lidam com problemas de infraestrutura e confiança na qualidade do atendimento.

Harris, após uma visita ao Brasil, enfatiza que o aprendizado mútuo entre os sistemas de saúde é valioso. Ele acredita que o reconhecimento do SUS como um modelo eficaz é fundamental para fortalecer a saúde pública em ambos os países.

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