- O Centro Judaico Novo Horizonte, em Higienópolis, São Paulo, sofreu danos severos devido a fortes chuvas em 22 de outubro.
- O telhado de uma sala desabou, resultando em janelas estilhaçadas e portas danificadas.
- O rabino Noach Gansburg descreveu a situação como dramática e mencionou que o espaço onde ele e os funcionários se abrigaram não sofreu danos.
- A rua Novo Horizonte enfrentou alagamentos, e mais de 400 mil pessoas ficaram sem luz na cidade.
- Gansburg planeja mudar o centro para outro local devido à destruição e à necessidade de um espaço maior para projetos sociais.
O Centro Judaico Novo Horizonte, localizado em Higienópolis, São Paulo, foi severamente danificado pelas fortes chuvas que atingiram a cidade na segunda-feira, 22 de outubro. O espaço se preparava para um jantar de Rosh Hashaná, o Ano Novo judaico, quando o telhado de uma das salas desabou, resultando em janelas estilhaçadas e portas danificadas.
O rabino Noach Gansburg, responsável pelo centro, descreveu a situação como dramática. Durante a tempestade, ele tentou fechar uma janela que estourou, fazendo-o cair no chão. “Foi um prejuízo muito grande”, afirmou. Apesar dos danos, Gansburg ressaltou que o milagre foi a preservação do quarto onde ele e os funcionários se abrigaram, já que as janelas não estouraram nesse espaço.
Danos e Impactos
A rua Novo Horizonte, onde o centro está situado, também enfrentou alagamentos, complicando ainda mais a situação. Gansburg mencionou que, no mês anterior, foram realizadas podas nas árvores ao redor, o que pode ter evitado danos ainda maiores. As atividades e rezas no local foram suspensas temporariamente.
O impacto das chuvas não se limitou ao centro judaico. Em toda a cidade, mais de 400 mil pessoas ficaram sem luz e houve atrasos e cancelamentos de voos nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas. Rajadas de vento chegaram a 98 km/h, conforme dados do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE).
Futuro do Centro
Diante da destruição, Gansburg planeja mudar o centro para outro endereço. “Eu já quero sair daqui há 20 anos. Temos muitos projetos sociais e precisamos de um espaço maior. Mas agora não tem mais jeito. Precisamos sair mesmo”, declarou. A comunidade se mobiliza para avaliar os estragos e planejar a recuperação do espaço, que é fundamental para a vida religiosa e social da região.
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