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Pernambuco registra duas mortes suspeitas por intoxicação por metanol

Dois homens morreram em Pernambuco após consumir bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. Um terceiro homem perdeu a visão. Investigações estão em andamento.

Crédito: Creative Commons
  • Dois homens morreram em Pernambuco após consumir bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. Um terceiro homem sobreviveu, mas perdeu a visão.
  • A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) iniciou investigações e recomendou que as vigilâncias municipais intensifiquem inspeções e suspendam a comercialização de lotes adulterados.
  • O Instituto de Medicina Legal (IML) fará exames para confirmar a causa das mortes.
  • Os sintomas iniciais de intoxicação por metanol podem se confundir com os efeitos do álcool comum, mas evoluem para visão turva, cegueira, convulsões e coma.
  • O Brasil tem registrado um aumento nos casos de intoxicação por metanol, com cinco mortes em São Paulo nas últimas semanas.

Dois homens morreram em Pernambuco sob suspeita de intoxicação por metanol após consumir bebidas alcoólicas adulteradas. Um terceiro homem foi internado e sobreviveu, mas perdeu a visão. A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) iniciou investigações e recomendou que as vigilâncias municipais intensifiquem inspeções e suspendam a comercialização de lotes adulterados.

A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) está investigando os casos. As vítimas eram residentes de Lajedo e João Alfredo, no Agreste Pernambucano. Os óbitos ocorreram após o surgimento de sintomas compatíveis com envenenamento por metanol, uma substância tóxica, inflamável e de difícil detecção, destinada apenas ao uso industrial, mas que tem sido empregada para adulterar bebidas.

O Instituto de Medicina Legal (IML) ficará responsável por confirmar a causa da morte por meio de exames. As autoridades estaduais de saúde já iniciaram investigações e fiscalizações em distribuidoras de bebidas para identificar a origem da contaminação. A Apevisa recomenda que as vigilâncias municipais intensifiquem inspeções, coletem amostras suspeitas e, se necessário, suspendam a comercialização de lotes adulterados.

Os sinais iniciais de intoxicação podem se confundir com os efeitos do álcool comum, incluindo náuseas, vômitos, dor abdominal e sonolência. Entre seis e 24 horas após a ingestão, surgem sintomas graves, como visão turva, cegueira, convulsões e coma.

A Apevisa orientou a busca ativa por pessoas que possam ter consumido bebidas da mesma origem e reforçou a capacitação das equipes de saúde para manejo clínico adequado, incluindo o uso de antídotos específicos e hemodiálise em casos graves. A agência ainda alertou para a importância de desconfiar de drinks prontos ou produtos sem procedência ou com preços muito abaixo do mercado.

Brasil afora, casos de intoxicação por metanol têm aumentado no país. Em São Paulo, nas últimas semanas, foram registrados casos relacionados a bebidas adulteradas. O número de mortes nos últimos dias já chegou a cinco. Desde junho, já foram confirmadas seis intoxicações, incluindo duas mortes — uma na capital paulista e outra em São Bernardo do Campo, no ABC. Outros dez casos seguem em investigação, com suspeita de contaminação por álcool adulterado.

O metanol, também conhecido como álcool metílico, é usado na indústria como solvente e na produção de combustíveis, tintas e plásticos. É extremamente tóxico para humanos: sua ingestão gera compostos nocivos no organismo, que atacam o sistema nervoso central, podendo causar cegueira, falência de órgãos e morte, mesmo que consumido em pequena dose.

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