- Alimentos ultraprocessados, como refrigerantes e biscoitos recheados, estão cada vez mais comuns na alimentação dos brasileiros, atraindo pela praticidade e preço acessível.
- A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE) aponta que os itens mais consumidos incluem sucos artificiais, bebidas lácteas adoçadas, pães industrializados e embutidos.
- Especialistas alertam que o consumo frequente desses produtos pode levar a doenças crônicas, como obesidade e diabetes tipo 2, além de afetar a saúde intestinal e imunológica.
- Uma meta-análise revelou que um aumento de dez por cento no consumo de ultraprocessados eleva em três por cento o risco de morte prematura.
- Para reduzir o consumo, recomenda-se trocar bebidas industrializadas por água, optar por lanches naturais e planejar refeições simples e nutritivas.
Os alimentos ultraprocessados, como refrigerantes, biscoitos recheados, embutidos e macarrão instantâneo, estão cada vez mais presentes na mesa dos brasileiros. Eles conquistam pela praticidade, pelo preço mais baixo e pela longa durabilidade nas prateleiras. No entanto, médicos e nutricionistas alertam: quando consumidos de forma frequente, esses produtos podem comprometer seriamente a saúde.
Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE), os ultraprocessados mais consumidos no Brasil incluem refrigerantes, sucos artificiais, bebidas lácteas adoçadas, bolachas doces e salgadas, pães industrializados, bolos prontos, cereais matinais açucarados, macarrão instantâneo e embutidos como salsicha, presunto, nuggets e hambúrguer industrializado.
## O que são ultraprocessados?
A nutricionista Quelin Marchetto explica que os ultraprocessados são produtos alimentícios industrializados que passam por diversas etapas de processamento e contêm aditivos químicos como corantes, conservantes, aromatizantes e realçadores de sabor.
![Quelin Marchetto]()
*(Quelin Marchetto- Nutricionista)*
“Quanto maior a lista de ingredientes, mais distante esse produto está de um alimento de verdade”, explica Quelin.
Ela lembra que é importante diferenciar alimento de produto alimentício. Enquanto alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, feijão, arroz, ovos e carnes frescas fornecem nutrientes essenciais, os ultraprocessados priorizam sabor, aparência e praticidade, muitas vezes em detrimento da nutrição.
## Riscos para a saúde
Estudos mostram que o consumo frequente de ultraprocessados está associado a doenças crônicas graves, como obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares.
Além disso, esses produtos têm baixo valor nutricional, prejudicam a saúde intestinal e podem enfraquecer o sistema imunológico. Por conterem grandes quantidades de açúcar, gordura ruim e sal, também estimulam o consumo excessivo e dificultam o controle do peso corporal.
Crianças e adolescentes são ainda mais vulneráveis. “Nessa fase de crescimento, o excesso de ultraprocessados pode afetar o desenvolvimento físico e cognitivo, aumentar o risco de obesidade infantil e criar hábitos alimentares difíceis de reverter na vida adulta”, alerta a nutricionista.
## Consumo aumenta risco de morte prematura
Uma nova meta-análise, que reuniu dados de mais de 240 mil pessoas, revelou um dado preocupante: cada aumento de 10% no consumo de alimentos ultraprocessados eleva em 3% o risco de morte prematura por qualquer causa.
“À medida que você adiciona mais ultraprocessados à sua dieta, seu risco de morte prematura cresce proporcionalmente”, afirmam os autores do estudo.
Pela definição de Quelin, alimentos ultraprocessados contêm pouco ou nenhum alimento integral. Em vez disso, são fabricados a partir de “ingredientes baratos quimicamente manipulados” e frequentemente utilizam “aditivos sintéticos para torná-los comestíveis, palatáveis e até viciantes”.
## Existe uma quantidade segura?
De acordo com especialistas, não há uma quantidade segura estabelecida para o consumo desses alimentos. Pequenas exceções em momentos ocasionais não costumam causar grandes danos, mas quando passam a fazer parte da rotina, os riscos se multiplicam.
O alerta é claro: quanto menor o consumo, melhor para a saúde a longo prazo.
## Como reduzir o consumo no dia a dia
Apesar dos riscos, é possível reduzir a presença dos ultraprocessados na rotina com atitudes simples. Veja algumas recomendações:
Troque bebidas industrializadas por água, água de coco, chás ou sucos naturais;
– Prefira lanches naturais, como frutas, castanhas, queijos frescos e iogurte natural;
– Evite compras por impulso de biscoitos, salgadinhos e embutidos;
– Planeje refeições simples com arroz, feijão, legumes e ovos, que são nutritivos e acessíveis;
– Reduza o sal e o açúcar gradualmente nas receitas caseiras;
– Congele porções de comida preparada em casa para facilitar a rotina.
## A importância de ler os rótulos
Outra dica fundamental é aprender a interpretar os rótulos dos produtos. Quanto menor a lista de ingredientes e quanto mais reconhecíveis eles forem, mais saudável é a escolha.
Palavras como “xarope de glicose”, “gordura vegetal hidrogenada” e “glutamato monossódico” devem acender o sinal de alerta.
## Praticidade sem abrir mão da saúde
A correria do dia a dia é um dos principais motivos que levam ao consumo dos ultraprocessados. Mas especialistas afirmam que é possível conciliar praticidade com saúde:
– Manter frutas lavadas e cortadas sempre à mão;
– Cozinhar leguminosas (como feijão e grão-de-bico) e guardar em porções congeladas;
– Preparar marmitas semanais com pratos caseiros;
– Ter opções rápidas como ovos cozidos e iogurte natural.
“É possível manter a praticidade sem abrir mão da saúde. Basta um pouco de organização e planejamento”, reforça Quelin.
Os alimentos ultraprocessados, como refrigerantes, biscoitos recheados, embutidos e macarrão instantâneo, estão cada vez mais presentes na mesa dos brasileiros. Eles conquistam pela praticidade, pelo preço mais baixo e pela longa durabilidade nas prateleiras. No entanto, médicos e nutricionistas alertam: quando consumidos de forma frequente, esses produtos podem comprometer seriamente a saúde.
Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE), os ultraprocessados mais consumidos no Brasil incluem refrigerantes, sucos artificiais, bebidas lácteas adoçadas, bolachas doces e salgadas, pães industrializados, bolos prontos, cereais matinais açucarados, macarrão instantâneo e embutidos como salsicha, presunto, nuggets e hambúrguer industrializado.
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