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Fim dos tremores? Nova tecnologia promete revolucionar o tratamento do Parkinson no Brasil

Ultrassom focalizado substitui cirurgias invasivas e já mostra resultados animadores em hospitais de referência

Imagem tratamento Parkinson e tremor essencial
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  • Avanço na neurologia pode transformar o tratamento da Doença de Parkinson e do tremor essencial.
  • Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que mais de 8,5 milhões de pessoas no mundo têm Parkinson, com previsão de dobrar até 2040.
  • No Brasil, estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) aponta que 500 mil brasileiros acima dos 50 anos convivem com a doença, podendo chegar a 1,2 milhão até 2060.
  • A nova tecnologia, Exablate Neuro, utiliza ultrassom focalizado de alta intensidade (HIFU) guiado por ressonância magnética, permitindo neurocirurgia sem incisões.
  • O Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, foi o primeiro a implementar a tecnologia, que oferece uma alternativa segura e eficaz para pacientes.

No campo da neurologia, um avanço recente pode mudar radicalmente a forma como milhares de pessoas convivem com a Doença de Parkinson e o tremor essencial. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que mais de 8,5 milhões de pessoas no mundo já sofrem com o Parkinson — número que deve dobrar até 2040, acompanhando o envelhecimento global da população. No Brasil, um estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) calcula que atualmente 500 mil brasileiros acima dos 50 anos convivem com a doença, podendo ultrapassar 1,2 milhão de casos até 2060.

O desafio dos tratamentos tradicionais

Até agora, em muitos casos, os pacientes mais graves só tinham como opção a estimulação cerebral profunda (DBS) — uma cirurgia invasiva que implanta eletrodos no cérebro. Apesar da eficácia, o procedimento envolve riscos associados à cirurgia aberta e uma recuperação mais longa.

Exablate Neuro: cirurgia sem cortes

A novidade chega com o Exablate Neuro, tecnologia de ultrassom focalizado de alta intensidade (HIFU) guiado por ressonância magnética.

O método permite que os médicos realizem uma neurocirurgia sem incisões, utilizando ondas de ultrassom como se fossem um bisturi para criar uma lesão térmica precisa em áreas específicas do cérebro, reduzindo sintomas como os tremores.

Diferente da cirurgia tradicional, o Exablate Neuro é não invasivo, rápido e permite recuperação em poucos dias.

O Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, foi o primeiro a adotar a tecnologia no país. Segundo especialistas, o procedimento tem mostrado resultados expressivos, oferecendo uma alternativa segura e eficaz para pacientes que sofrem com os efeitos incapacitantes do Parkinson e do tremor essencial.

Perspectivas para o futuro

O tratamento com HIFU abre novas perspectivas para a medicina brasileira, reduzindo riscos, encurtando o tempo de recuperação e ampliando o acesso a terapias avançadas. Especialistas apontam que a tecnologia pode se tornar um divisor de águas no combate a uma das doenças neurodegenerativas mais comuns e desafiadoras do nosso tempo.

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