Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Unesp cria técnica rápida para detectar metanol em bebidas

Método identifica presença de metanol em até 15 minutos com baixo custo, mas ainda depende de produção em escala para chegar ao mercado.

O metanol pode ser identificado a olho nu após o processo - Divulgação/Larissa Modesto
0:00
Carregando...
0:00
  • Cientistas do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp) desenvolveram em 2022 um método para detectar metanol em bebidas alcoólicas, mais simples e barato que os existentes.
  • A técnica ainda não foi comercializada devido à falta de interesse da indústria, mas recentemente, bares e restaurantes demonstraram interesse na aquisição do método.
  • O novo processo leva cerca de 15 minutos para identificar a presença de metanol e envolve duas etapas: a primeira transforma o metanol em formol e a segunda altera a coloração da solução, indicando a concentração de metanol.
  • A técnica pode ser aplicada em bebidas como cachaça e uísque, além de combustíveis como gasolina e etanol, beneficiando produtores de petróleo e consumidores.
  • A Unesp já solicitou patente ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), mas a produção em larga escala é necessária para a comercialização. Empresas interessadas devem contatar a Agência Unesp de Inovação.

Cientistas do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp) desenvolveram em 2022 um método inovador para detectar metanol em bebidas alcoólicas. A técnica, que é mais simples e barata que as disponíveis atualmente, ainda não foi comercializada devido à falta de interesse da indústria. Contudo, recentemente, a Unesp recebeu contatos de bares e restaurantes interessados na aquisição do método.

O novo processo de detecção é rápido, levando cerca de 15 minutos para identificar a presença de metanol. Ele envolve duas etapas: a primeira consiste em adicionar um sal que transforma o metanol em formol, e a segunda, em adicionar um ácido que altera a coloração da solução. A cor resultante indica a concentração de metanol, variando de verde (sem metanol) a azul-marinho (50% a 100% de metanol).

Potencial de Mercado

A técnica não apenas pode ser aplicada em bebidas como cachaça e uísque, mas também em combustíveis como gasolina e etanol. Segundo a mestranda Larissa Modesto, autora principal da invenção, o método pode beneficiar produtores de petróleo, donos de postos de combustíveis e consumidores. A pesquisadora destaca que a utilização do método por proprietários de bares e eventos é crucial para garantir a segurança do que está sendo vendido.

Embora a Unesp tenha apresentado a tecnologia ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) para pedido de patente, a produção em larga escala é necessária para sua comercialização. A universidade informa que empresas interessadas podem entrar em contato com a Agência Unesp de Inovação para discutir a fabricação e distribuição do produto.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais