- Outubro é o mês do idoso, comemorado no dia 1° e marca o crescimento da população com 65 anos ou mais no Brasil, que aumentou 57,4% nos últimos doze anos, representando 10,9% da população total, segundo o Censo de 2022.
- A acessibilidade é essencial em espaços públicos e residenciais, pois o ambiente doméstico também apresenta riscos, como quedas, que podem ser fatais.
- A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) aponta que cerca de 30% dos idosos sofrem quedas anualmente, resultando em 135 mil mortes entre 2000 e 2019, conforme a Revista Brasileira de Epidemiologia.
- A escolha do piso é crucial para prevenir quedas. Pisos antiderrapantes, como vinílicos e laminados, são recomendados. A norma brasileira de acessibilidade (NBR 9050/2020) estabelece critérios para pisos em ambientes acessíveis.
- Para identificar pisos antiderrapantes, deve-se verificar o teor de atrito, que deve ser acima de 0,4. Pisos ABS e Grip são opções seguras, com o primeiro facilitando o deslocamento e o segundo indicado para áreas externas.
Em Outubro, é comemorado o mês do idoso, celebrado oficialmente no 1° dia do mês. Essa faixa etária vem crescendo cada vez mais no Brasil, e a perspectiva é de continuar aumentando. De acordo com o Censo de 2022, houve um crescimento de 57,4% na população com 65 anos ou mais nos últimos 12 anos, que representa 10,9% da população.
Com o aumento da população idosa, é preciso pensar na acessibilidade em todos os espaços, tanto em locais públicos, para que possam usufruir dos mesmos serviços que qualquer outro cidadão, quanto dentro de casa, onde esse cuidado muitas vezes é deixado de lado por ser considerado um ambiente naturalmente seguro.
Porém se engana quem tem esse pensamento. O ambiente doméstico também oferece riscos aos idosos, alguns até fatais, como as quedas. Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), cerca de 30% das pessoas idosas sofrem pelo menos uma queda por ano. Entre 2000 e 2019, o Brasil registrou 135 mil mortes causadas por esse tipo de acidente, segundo a *Revista Brasileira de Epidemiologia*, que também aponta que 20% dos idosos que caem desenvolvem medo de novas quedas, o que reduz sua mobilidade.
Um dos principais pontos que ajuda na acessibilidade de uma casa além de prevenir quedas são os pisos. O tipo de piso e as características individuais de cada um deles são de suma importância para impedir possíveis quedas.
Como escolher o piso?
Antes de entrar no mérito de qual piso é melhor, é importante entender que cada ambiente exige um piso específico. O do banheiro, por exemplo, costuma ser diferente do restante da casa, assim como o das áreas externas. Por isso, é essencial avaliar o local antes da instalação para garantir segurança e funcionalidade.
Além disso, cada pessoa e família tem suas características próprias. É possível que uma pessoa idosa X tenha problemas de visão que uma pessoa idosa Y não tenha.Por isso, a escolha do piso deve levar em conta as particularidades de cada pessoa, sempre com atenção às suas necessidades individuais.
Mas uma característica comum entre pessoas idosas é a maior propensão a quedas, que, como mostram os dados anteriores, podem ser fatais. Por isso, escolher um piso que reduza esse risco é fundamental, como destaca a médica geriatra e mestre pela Unifesp, Dra. Priscila Gaeta Baptistão.
*”A queda é um dos principais marcos de fragilidade no envelhecimento, pois pode comprometer tanto a saúde física quanto a autonomia emocional do idoso. Pequenas mudanças em casa, como escolher um piso antiderrapante ou sem desníveis, podem reduzir significativamente os riscos, prevenir acidentes e melhorar a segurança para circular dentro do lar”*, explica a especialista.
Qual o melhor tipo de piso para uma pessoa idosa?
Com esses pontos em mente, é essencial considerar primeiro as características de cada idoso. Quem tem problemas de visão deve priorizar pisos com revestimentos que ofereçam contraste para facilitar a identificação de desníveis ou degraus que possam causar quedas.
Para se prevenir do perigo geral de quedas, o principal são pisos antiderrapantes, como vinílicos e laminados. A norma brasileira de acessibilidade (NBR 9050/2020) estabelece os critérios que os materiais de pisos devem atender em ambientes acessíveis:
“Os materiais de revestimento e acabamento devem ter superfície regular, firme, estável, não trepidante para dispositivos com rodas e antiderrapante, sob qualquer condição (seco ou molhado).”
Para identificar se um piso é realmente antiderrapante, o comprador pode analisar o seu teor de atrito nas informações do piso na hora da compra. O ideal é procurar aqueles que tenham o teor acima de 0,4.
O porcelanato em muitos casos não é indicado, por ser mais escorregadio principalmente quando molhado. Porém existem algumas opções mais seguras, como o ABS e o Grip.
Os pisos ABS facilitam o deslocamento dos idosos, ajudam a prevenir escorregões, e ainda resistem a riscos causados por andadores, bengalas e cadeiras de rodas. Já os pisos Grip possuem revestimento antiderrapante e são mais indicados para áreas externas, como garagens.
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