- Estudantes de 12 a 15 anos da EMEF Júlio de Mesquita (Escola Municipal de Ensino Fundamental), na zona sul de São Paulo, passaram mal na manhã de 6 de novembro após supostamente ingerirem clonazepam, medicamento controlado.
- O Corpo de Bombeiros atendeu seis vítimas, algumas das quais precisaram de reanimação; a origem do medicamento ainda é desconhecida e a investigação está em andamento.
- As apurações buscam confirmar se o clonazepam foi levado por um aluno, distribuído na escola ou encontrado no trajeto até a unidade; há indícios de possível desafio em rede social.
- Aproximadamente 30 pais compareceram à escola em busca de informações sobre a saúde dos filhos; alguns relatos mencionaram estudantes assustados e chorando devido à falta de informações.
- A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo foi contactada, sem resposta até o momento; a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) também participa da investigação.
Estudantes de 12 a 15 anos da EMEF Júlio de Mesquita, localizada na zona sul de São Paulo, passaram mal na manhã desta quinta-feira, 6 de novembro, após supostamente ingerirem clonazepam, um medicamento controlado. O Corpo de Bombeiros foi acionado e atendeu seis vítimas, algumas das quais necessitaram de reanimação.
A origem do medicamento ainda é desconhecida. Investigações estão em andamento para determinar se o clonazepam foi levado por um dos alunos, distribuído na escola ou encontrado no caminho até a unidade escolar. Fontes indicam que os adolescentes podem ter tomado a substância como parte de um desafio proposto por uma rede social.
Cerca de 30 pais compareceram à escola em busca de informações sobre a saúde dos filhos. Durante o programa Primeiro Impacto, do SBT, alguns pais relataram que os alunos que permaneceram na escola estavam assustados e chorando, demonstrando preocupação com a falta de informações sobre o ocorrido.
O que é o Clonazepam?
Segundo o blog do Hospital Albert Einstein, o clonazepam é um medicamento ansiolítico que atua no sistema nervoso central e promove um efeito tranquilizante, sedativo e relaxante.
O medicamento pertence à classe dos benzodiazepínicos e age sobre um produto químico cerebral chamado ácido gama-aminobutírico (GABA). Quando em concentrações desequilibradas, pode estar associado a convulsões ou distúrbios psicológicos.
O clonazepam é aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para tratar crianças e adultos diagnosticados com epilepsia, tanto em episódios isolados quanto nos casos crônicos.
Ele ainda pode ser indicado, somente em adultos, nos cuidados de quadros mentais, como:
Ansiedade;
Síndrome do pânico;
Fobia social;
Transtorno afetivo bipolar;
Mania;
Depressão;
Psicose;
Síndrome das pernas inquietas.
Entre na conversa da comunidade