- A procrastinação nos estudos para concursos é apresentada como uma fuga emocional, não preguiça, ligada a emoções negativas diante de tarefas.
- O ciclo envolve evitação da tarefa, recompensa imediata com dopamina (celular, tarefas rápidas), culpa e cortisol (estresse), gerando desmotivação.
- O autoconhecimento é apontado como chave para interromper o ciclo, identificando quais tarefas são mais procrastinadas e quais emoções estão por trás.
- Quatro estratégias práticas são sugeridas: começar com cinco minutos, fracionar grandes objetivos em microtarefas, criar um ambiente de estudo estável e praticar autocompaixão.
- A mensagem central é que o medo, não a preguiça, dificulta a progressão; com diálogo interno saudável é possível transformar a fuga em movimento rumo à aprovação.
A psicóloga Kelly Alves analisa a procrastinação nos estudos para concursos e apresenta quatro estratégias práticas para combatê-la. O tema aparece como um desafio emocional recorrente entre concurseiros, atrás apenas da ansiedade, segundo a especialista.
A discussão aponta que procrastinar não é preguiça, mas uma fuga emocional. Medo de errar, tédio, insegurança ou perfeccionismo podem tornar tarefas como redação ou simulados aversivas, levando o estudante a adiar o estudo.
O ciclo envolve ativação da amígdala e busca por recompensas imediatas. Evitar a tarefa gera alívio momentâneo com dopamina ao rolar o celular, seguido de culpa e cortisol, que aumentam o estresse e dificultam novas tentativas.
Para romper o ciclo, a profissional enfatiza o autoconhecimento. Identificar quais tarefas são mais procrastinadas e entender as emoções associadas ajuda a aplicar estratégias direcionadas.
Estratégias práticas para interromper o ciclo
1. Regra dos 5 minutinhos: iniciar a tarefa por 5 minutos para ativar a ação e reduzir a resistência.
2. Fracionamento: dividir o edital em microtarefas visuais, olhando apenas o próximo passo.
3. Ambiente e estímulo: criar um ritual de entrada, com local fixo de estudos, música suave ou iluminação agradável para sinalizar segurança.
4. Autocompaixão: substituir o julgamento por acolhimento e diálogo interno construtivo.
Lembrete da especialista: atuar é melhor que não agir. O medo pode ser enfrentado com observação e gentileza, abrindo caminho para o progresso gradual rumo ao objetivo final.
Crédito: Kelly Alves, CRP 01/23344, @psicologakellyalves.
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