- O mês de novembro é dedicado à campanha “Novembro Azul”, que visa conscientizar sobre a saúde do homem e a prevenção do câncer de próstata.
- Em 2023, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) registrou mais de 71.000 casos e 17.000 mortes por essa doença no Brasil.
- O câncer de próstata é a segunda principal causa de morte por câncer em homens, atrás apenas do câncer de pulmão.
- O diagnóstico precoce é fundamental, podendo elevar a taxa de cura para até 98%, segundo o urologista Bruno Costa Prado.
- Exames de rastreamento incluem o exame de PSA (Antígeno Prostático Específico) e o exame de toque retal, essenciais para a detecção precoce da doença.
O mês de novembro é marcado pela campanha “Novembro Azul”, movimento de conscientização sobre a saúde do homem e a prevenção do câncer de próstata.
Os dados mais atualizados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostram que foram registrados mais de 71.000 casos e 17.000 mortes em decorrência da doença no Brasil, em 2023. Ainda de acordo com o instituto, o câncer de próstata é a segunda principal causa de morte por câncer em homens, ficando atrás apenas do câncer de pulmão.
A campanha ressalta a importância do diagnóstico precoce para o sucesso do tratamento, elevando a taxa de cura para até 98% segundo o urologista Bruno Costa Prado, da MedSênior. *“A taxa de cura pode chegar a 98% quando o câncer de próstata é diagnosticado em estágios iniciais. Por isso, o acompanhamento médico regular é essencial, especialmente a partir dos 50 anos ou antes, no caso dos grupos de risco”*, ressalta o especialista.
A probabilidade de surgimento da doença aumenta com a idade, e cerca de 75% dos diagnósticos ocorrem após os 60 anos. Outros fatores importantes são o histórico familiar e mutações genéticas. O estilo de vida também influencia: dieta rica em gorduras saturadas, obesidade e sedentarismo estão associados a maior risco e piores desfechos.
Entre os exames de rastreamento estão:
1. Exame de PSA (Antígeno Prostático Específico)
O exame de PSA mede os níveis do Antígeno Prostático Específico no sangue, uma proteína produzida pela próstata, cujo excesso pode indicar câncer, hiperplasia prostática benigna ou inflamação da próstata.
“*O PSA isolado não é suficiente para confirmar o diagnóstico”*, explica o médico. *É preciso correlacionar os resultados com o exame físico e, quando necessário, recorrer a exames de imagem ou biópsia prostática. A combinação dessas ferramentas permite identificar a doença mais cedo, quando há maior chance de cura*”, completa o Dr. Bruno.
2. Exame de toque
Procedimento em que o médico examina a próstata por meio do toque retal para identificar nódulos ou áreas endurecidas
Outra iniciativa do “Novembro Azul” é encerrar o tabu de que cuidar da saúde é algo exclusivo das mulheres. *“O mais importante é que os homens percam o medo e conversem com seus médicos sobre o momento certo de começar o rastreamento*”, reforça o urologista.
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