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Cai número de jovens que ingerem bebidas alcoólicas no Brasil

Pesquisa mostra crescimento da abstinência e mudanças no padrão de consumo.

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  • Em 2025, 64% dos brasileiros afirmaram não consumir álcool, frente a 55% em 2023, conforme Ipsos-Ipec a pedido do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), com foco em jovens de 18 a 34 anos.
  • A abstinência é mais acentuada em regiões metropolitanas, entre pessoas das classes A e B e quem tem ensino superior, sinalizando mudança cultural entre adultos jovens.
  • Apesar da queda, o consumo ocasional persiste; o consumo abusivo continua desafio, com 82% dos bebedores excessivos acreditando que bebem moderadamente e 9% reconhecendo a necessidade de reduzir o consumo.
  • O levantamento aponta grupos com maior risco de consumo pesado, definido como sete doses ou mais por ocasião, para orientar políticas de prevenção.
  • No campo da saúde pública, o uso nocivo do álcool segue gerando consequências graves, exigindo ações de conscientização e educação sobre moderação, especialmente entre grupos mais vulneráveis.

Em 2025, 64% dos brasileiros afirmaram não consumir álcool, um aumento em relação aos 55% registrados em 2023. A pesquisa, realizada pela Ipsos-Ipec a pedido do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), revela mudanças significativas nos hábitos de consumo, especialmente entre jovens de 18 a 34 anos.

O crescimento da abstinência é mais acentuado em regiões metropolitanas e entre indivíduos das classes A e B, além de aqueles com ensino superior. Essa tendência reflete um padrão global de redução no consumo de álcool entre adultos mais jovens, indicando uma mudança cultural em relação à bebida.

Consumo Ocasional e Desafios

Apesar do aumento da abstinência, o estudo aponta que o consumo ocasional de álcool ainda persiste. O consumo abusivo continua a ser um desafio, com 82% dos bebedores excessivos acreditando que bebem moderadamente. Apenas 9% reconhecem a necessidade de reduzir o consumo, evidenciando uma desconexão entre o comportamento e a percepção.

O levantamento também destaca grupos populacionais com maior risco de consumo pesado, definido como sete doses ou mais por ocasião. Esses dados são cruciais para orientar políticas de prevenção e educação em saúde.

Impactos na Saúde Pública

O uso nocivo do álcool continua a ter consequências graves no Brasil, mesmo com a queda do consumo entre os jovens. A pesquisa sublinha que, embora haja uma mudança significativa nos hábitos, o reconhecimento limitado do consumo excessivo ainda representa um desafio para a saúde pública.

Ações de conscientização e educação sobre moderação são essenciais para mitigar os riscos associados ao álcool e proteger a saúde da população, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

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