- A coelha da raça Flemish Giant chamada Dory pesava quase 10 kg e era criada em casa, sendo conduzida na coleira.
- Em 2004, o dono entrou em coma diabético; Dory subiu em seu corpo, batendo e lambendo o rosto, levando a ex-mulher a ligar para o serviço de emergência.
- A intervenção da coelha salvou a vida dele, evitando possíveis danos cerebrais ou morte.
- Dory ganhou notoriedade na imprensa e participou de relatos nacionais; tornou-se a primeira membro honorário animal da Rabbit Welfare Association.
- Ela morreu de forma súbita aos dois anos, deixando lembranças no dono e nos estragos que deixou no carpete e nas portas, que ele carrega como memória.
Dory, um coelho gigante da raça Flemish, ficou famosa após auxiliar seu dono a sair de um coma diabético. O incidente ocorreu em 2004, quando o narrador, ainda casado, quase perdeu a consciência durante a noite, em casa. A atuação imediata de Dory foi determinante para evitar danos graves à saúde.
O episódio ocorreu enquanto a dupla assistia TV em casa, na cidade de Peterborough, no leste da Inglaterra. O dono relata que, ao perceber a gravidade, a cadela não, perdão, o coelho não se achou imóvel: saltou sobre ele, batendo no peito e lambendo o rosto, até que a ex-esposa percebesse que havia algo de errado e ligasse para o serviço de emergência.
O que aconteceu antes e depois
Dory já era conhecida por seu tamanho e apetite. Em 2002, o animal foi visto pela primeira vez no TruckFest em Peterborough, exibido entre os maiores coelhos do evento. Ao crescer, pesando quase 10 kg, a rabbita era conduzida com coleira, como um cãozinho.
Além da dieta farta — cenoura, repolho, feno, dente-de-leão, semente de cardo — Dory também roía cabos de computador, móveis e, em uma ocasião, o mangote de uma lavadora de alta pressão. Sua curiosidade alimentava ações típicas de um “paraciclista” acidental de objetos domésticos.
A reação de Dory salvou a vida do narrador, que não era capaz de perceber a emergência por si próprio. A família acionou os serviços médicos apenas após a coelha demonstrar comportamento incomum, o que levou ao diagnóstico de hipoglicemia grave. A partir daí, Dory passou a receber reconhecimento público.
Dory ganhou notoriedade na imprensa local e nacional, aparecendo na capa de jornais como o Hunts Post. Houve interesse de programas de televisão, que não puderam confirmar acomodação para um coelho de grande porte na capital, e o material não chegou a ser veiculado.
Ao longo dos anos, Dory recebeu uma honraria especial ao tornar-se a primeira membro animal honorário da Rabbit Welfare Association. Ela viveu seus últimos anos com privilégios simples, como comer muitas cenouras, roer cabos e receber carinho do narrador.
A morte de Dory ocorreu de forma súbita, aos dois anos de idade. Os danos deixados pela vida ativa do animal ficaram como lembranças do cuidado que proporcionou. O narrador afirma ter seguido em frente mantendo a memória de Dory como inspiração para o próprio cotidiano.
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