- Em 2019, durante ultrassom de 10 semanas, o médico informou que as gêmeas eram craniopagicas, ou seja, conladas à cabeça; a mãe é de origem ucraniana e morava na Califórnia.
- A condição é extremamente rara, ocorrendo aproximadamente em uma em 2,5 milhões de nascimentos vivos; o hospital avaliou a chance de sobrevivência até o parto como baixa.
- Um exame de ressonância magnética mais tarde indicou boa possibilidade de separação no futuro, embora ainda houvesse muitos obstáculos.
- Cerca de 200 profissionais participaram do parto, com as gêmeas divididas entre as equipes “team orange” e “team purple”, com especialistas em neurocirurgia, cardiologia e cirurgia plástica.
- Em outubro de 2020, com 10 meses, as irmãs foram separadas em uma cirurgia de 24 horas; o procedimento foi bem-sucedido e desde então Abigail e Micaela vivem separadas, crescendo juntas.
Experiência: minhas filhas nasceram unidas pela cabeça. O que aconteceu foi que, durante uma ultrassonografia de 10 semanas em 2019, uma gestante em Califórnia recebeu o diagnóstico de craniopagia, ou gêmeas craniopáquicas, uma condição extremamente rara. A confirmação ocorreu após avaliação de especialistas, com incrível surpresa e temor.
A gestante, nascida na Ucrânia, enfrentou um momento de grande insegurança e incerteza sobre o futuro, incluindo dúvidas sobre a continuidade da gravidez. O marido, Anatoliy, apoiou a decisão de encarar a situação dia após dia, buscando informação e mantendo a família unida.
Diagnóstico e perspectivas médicas
A avaliação clínica confirmou que as meninas nasceriam unidas pela cabeça, uma ocorrência prevista em cerca de 1 caso a cada 2,5 milhões de nascimentos. A família recebeu a informação de que a chance de sobrevivência até o parto era baixa, o que exigiu planejamento cuidadoso e acompanhamento contínuo.
A família foi acompanhada por mais de 200 profissionais médicos ao longo do pré-nascimento, com equipes dedicadas a cada bebê. Um MRI indicou a possibilidade de uma futura separação, o que trouxe alívio cauteloso aos pais.
Nascimento e primeiros dias
O parto ocorreu em um hospital, com a ruptura das águas precoce. As recém-nascidas foram encaminhadas à UTI neonatal, enquanto a mãe recebia cuidados. Ao ver as filhas pela primeira vez, a mãe descreveu um sentimento intenso de amor e identificação.
Abigail e Micaela receberam cuidados de equipes distintas, com rotinas adaptadas para o atendimento de cada uma. As filhas mostraram personalidades distintas desde os primeiros dias, com marcos de desenvolvimento observados com cautela.
Separação bem-sucedida e desdobramentos
Em outubro de 2020, aos 10 meses, as gêmeas passaram por uma cirurgia de separação com 30 profissionais envolvidos em um procedimento de 24 horas. A família acompanhou atualizações por mensagens durante a operação devido às restrições da Covid-19.
A operação foi concluída com sucesso, permitindo que as irmãs se olhassem nos olhos pela primeira vez após a separação. Hoje, Abigail e Micaela, com seis anos, seguem mantendo laços próximos, enquanto desenvolvem habilidades motoras e cognitivas de forma independente.
Atualidade e contexto
A jornada revelou resistência familiar, capacidades de adaptação e a importância do suporte médico multidisciplinar. Com o tempo, as gêmeas passaram a demonstrar curiosidade, com uma percepção clara de suas identidades distintas.
A história reforça a relevância de equipes médicas especializadas em casos de alta complexidade e de planos de acompanhamento a longo prazo para crianças que passam por procedimentos invasivos e desafiadores.
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