O Brasil soma 81 casos confirmados de mpox em 2026. Segundo o Ministério da Saúde, a maioria das ocorrências estão concentradas em São Paulo, que contabiliza 57 casos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 13. Minas Gerais confirmou três casos na região metropolitana de Belo Horizonte e passou a integrar a lista de estados com […]
O Brasil soma 81 casos confirmados de mpox em 2026. Segundo o Ministério da Saúde, a maioria das ocorrências estão concentradas em São Paulo, que contabiliza 57 casos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 13.
Minas Gerais confirmou três casos na região metropolitana de Belo Horizonte e passou a integrar a lista de estados com registros, assim como o Paraná, com um caso; também há confirmações em Rondônia, com quatro, no Rio Grande do Sul, com dois, e no Distrito Federal, com um.
Até o momento não há registro de óbito e que predominam quadros leves ou moderados, além de vigilância ativa, investigação de casos e rastreamento de contatos por 14 dias.
Grande do Sul, com dois; Distrito Federal, com um; e Paraná, com um.
O ministério informou ainda que constava um caso em Santa Catarina, mas que, no novo comunicado, esse registro ainda está em investigação.
Situação clínica e monitoramento
Segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos pacientes apresenta sintomas de grau leve a moderado, sem registro de situações graves ou mortes por complicações.
Em nota, a pasta afirmou que o país segue com vigilância ativa e resposta estruturada para a mpox e que o Sistema Único de Saúde está preparado para identificação precoce, manejo clínico, acompanhamento e diagnóstico.
O ministério informou que as equipes de vigilância monitoram e investigam os casos, com rastreamento de contatos por 14 dias, medida usada para interromper possíveis cadeias de transmissão.
A pasta também registrou que, desde 2022, casos de mpox vêm sendo detectados no país regularmente, sem um disparo em nível epidêmico, e que mantém medidas de vigilância por causa dos riscos da infecção e da possibilidade de mutações virais.
Transmissão e sintomas
A mpox é causada por um vírus e pode ser transmitida por contato físico próximo ou íntimo com uma pessoa infectada, por materiais contaminados ou por animais infectados, segundo a OMS. Uma das formas de disseminação citadas é a transmissão via relações sexuais.
Os sintomas mais comuns incluem febre, dores de cabeça, dores musculares e pelo corpo, cansaço, linfonodos inchados e erupções na pele, com lesões em formato de bolhas.
As lesões podem começar no rosto e se espalhar para outras áreas, especialmente mãos e pés, e, em casos associados à transmissão sexual, podem surgir nas genitálias.
O período para o início dos sintomas varia entre 6 e 13 dias após a contaminação, podendo chegar a até três semanas. Em geral, quando o quadro é leve, os sintomas desaparecem sozinhos em duas a três semanas.
O Ministério da Saúde orienta que pessoas com sintomas compatíveis com mpox procurem uma unidade de saúde para avaliação clínica e informem histórico de contato próximo com casos suspeitos ou confirmados.
A recomendação é evitar contato com outras pessoas e, sempre que possível, manter isolamento até avaliação médica. Também é recomendado medidas de higiene, como lavagem frequente das mãos, e evitar contato com pessoas infectadas para reduzir o risco de transmissão.
Como estratégia de prevenção, o Brasil oferece vacinação contra mpox para maiores de 18 anos que vivem com HIV e tenham contagens de células T CD4 inferior a 200 nos últimos seis meses.
Também podem se vacinar profissionais de 18 a 49 anos que trabalham diretamente com Orthopoxvírus em laboratórios de nível de biossegurança 2.
Há ainda imunização pós-exposição para pessoas de 18 a 49 anos que tiveram contato com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas ou confirmadas para mpox.
Entre na conversa da comunidade