Bruno Freitas guarda na memória o momento em que voltou a acreditar na própria recuperação. Depois de sofrer um grave acidente de carro em 2018 e acordar no hospital sem conseguir mover braços, pernas e mãos, ele viu a esperança reaparecer em um gesto mínimo. “Quando eu fiz o meu primeiro movimento do dedão do […]
Bruno Freitas guarda na memória o momento em que voltou a acreditar na própria recuperação. Depois de sofrer um grave acidente de carro em 2018 e acordar no hospital sem conseguir mover braços, pernas e mãos, ele viu a esperança reaparecer em um gesto mínimo.
“Quando eu fiz o meu primeiro movimento do dedão do pé, eu comecei a ter esperança de que eu ia me recuperar mais”, contou no TelaCast, podcast exclusivo do portal Tela, que reúne histórias de impacto, superação e fé.
O acidente aconteceu durante uma viagem de São Paulo para Teresópolis, no Rio de Janeiro. Bruno estava no banco de trás, sem cinto de segurança, quando o carro capotou. Com o impacto, sofreu uma fratura cervical e uma lesão medular.
Ao despertar no hospital, percebeu imediatamente a gravidade do quadro. “Eu tentei mexer o corpo e eu não conseguia mexer nada, mexia só a cabeça”, relembrou.
Ainda durante a internação, a família foi informada sobre um estudo experimental com a polilaminina, substância desenvolvida pela equipe da doutora Tatiana Sampaio, na UFRJ.
Como Bruno se encaixava nos critérios da pesquisa, a aplicação foi feita durante a cirurgia, diretamente no local da lesão, cerca de 24 horas após o acidente.
O movimento que virou uma chave
A recuperação não foi imediata. Três semanas depois do acidente, porém, Bruno conseguiu mexer o dedão do pé direito pela primeira vez. O gesto parecia pequeno, mas mudou tudo. “Foi um sinal que despertou esperança em todo mundo ali”, afirmou.
Segundo ele, os médicos explicaram que mover uma extremidade do corpo após uma lesão medular era um indicativo importante de que outros movimentos ainda poderiam ser recuperados.
Bruno lembra que aquele instante marcou uma virada emocional. “Quando eu mexi o dedão do pé, foi a virada de chave”, disse. “Eu ficava lá igual maluco, só mexendo o dedão do pé, querendo recuperar mais coisas.”
Reabilitação longa e gratidão eterna
Depois desse primeiro avanço, ele iniciou uma rotina intensa de fisioterapia, exercícios e readaptação. Bruno conta que precisou reaprender movimentos básicos e reconstruir a autonomia aos poucos. “Você volta a ser um bebê”, resumiu ao falar sobre a dependência nas tarefas mais simples.
Hoje, ele afirma estar 95% recuperado e levar uma vida independente. Ressalta que trabalha, dirige carro manual, treina e mantém uma rotina ativa.
Ao falar sobre a doutora Tatiana Sampaio, responsável pela pesquisa, ele não esconde a emoção: “Eu tenho gratidão eterna. Para mim ela é uma heroína”.
A história de Bruno é uma das mais marcantes já contadas no TelaCast e mostra como um pequeno movimento pode representar o começo de uma transformação gigante.Quer ouvir esse relato completo e conhecer todos os detalhes dessa recuperação? Assista ao episódio completo do TelaCast.
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