- Virginia Fonseca disse que atrasou o tratamento de enxaqueca por quase um mês e as crises voltaram a piorar.
- O neurologista Tiago de Paula classificou a paciente como grave com enxaqueca crônica e alertou que interromper o tratamento aumenta as dores.
- Ele afirmou que a doença é crônica e requer um cronograma de tratamento para restabelecer a qualidade de vida, incluindo toxina botulínica e medicamentos anti-CGRP.
- O médico explicou que o objetivo é ensinar o cérebro a não gerar dor; espaçar o tratamento atrapalha a neuromodulação e tende a piorar as crises.
- Fatores como hormônios, estresse, sono e alimentação influenciam a enxaqueca; recomenda-se evitar estimulantes como café, chocolate e alguns ingredientes.
A influenciadora Virginia Fonseca, 26 anos, relatou piora significativa das dores de enxaqueca após adiar o tratamento por quase um mês. Ela informou, nas redes sociais, que as crises voltaram a ocorrer com intensidade e que a dor esteve presente mesmo nos dias em que costumava ter menos ou nenhuma crise.
Segundo o neurologista Tiago de Paula, especialista em Cefaleia pela Escola Paulista de Medicina, a paciente é considerada grave e com enxaqueca crônica. O médico explica que a interrupção temporária do tratamento tende a intensificar as crises, e que manter um cronograma é essencial para a recuperação da qualidade de vida.
Atenção necessária ao tratamento
A neurocirurgia neuromodulatória envolve opções como toxina botulínica e medicamentos monoclonais Anti-CGRP. O objetivo é ensinar o cérebro a desfazer o caminho que a dor aprendeu e reduzir a sensibilidade neural. Quando há espaçamento, a neuromodulação se perde e as dores costumam retornar.
O médico ressalta que a enxaqueca é uma doença crônica com componente genético e hormonal. Estrogênio pode influenciar a sensibilidade, tornando mulheres mais acometidas. Fatores ambientais, como estresse, sono irregular e alimentação, também ajudam a intensificar as crises.
Impacto na vida do paciente
Além da dor, podem ocorrer sensibilidade à luz e ao som, náuseas, tontura, piora do sono, da atenção e da memória. A saúde hormonal e fatores epigenéticos influenciam a frequência e a gravidade das crises. O especialista recomenda manter hábitos saudáveis e evitar estimulantes como cafeína, chocolate, energéticos, gengibre e pimenta.
Abordagem terapêutica integrada
O tratamento da enxaqueca envolve mudanças na alimentação, estilo de vida e acompanhamento multidisciplinar. Além da toxina botulínica, há evidência para outras estratégias de primeira linha que ajudam a reduzir a frequência das crises. A continuidade do plano terapêutico é destacada como essencial para a melhoria clínica.
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