- Anny Meisler, em coluna para a revista Crescer, diz que maquiagem não é problema, mas virar obrigação é.
- Ela lembra uma cena em que meninas de oito anos se arrumam diante da penteadeira e se perguntam o que estão ensinando com isso.
- A autora cita estudo que indica pressão estética já na infância e faz referência ao livro O Mito da Beleza, de Naomi Wolf.
- A crítica é ao sistema que lucra com insegurança, que está presente também em redes sociais, filtros e fotos de mulheres sob pressão.
- Propõe falar sobre o tema com as filhas, mostrar que se arrumar pode ser escolha pessoal e não fuga do julgamento, e dar o exemplo.
No último fim de semana, Anny Meisler revelou, em sua coluna na Crescer, que encontrou meninas de 8 anos em volta de sua penteadeira. O encontro ocorreu no quarto da jornalista, em tom de curiosidade e descoberta.
Ao observar as pequenas diante do espelho, ela percebeu que não era apenas maquiagem: era o ritual e a ideia de que há uma versão de si que precisa ser aperfeiçoada antes de aparecer. A cena provocou reflexão sobre exemplo e influência.
Meisler sempre pregou o poder do exemplo e a liderança feminina. No entanto, reconheceu a contradição entre o que ensina e o que as meninas repetem ao se maquiar, mesmo que sem palavras.
A reflexão é associada à literatura de Naomi Wolf, especialmente ao livro O Mito da Beleza, que relaciona avanços profissionais com aumento da pressão estética. A jornalista diz que o sistema lucra com inseguranças.
Ela cita que o problema não está na maquiagem em si, mas no peso de ela se tornar obrigação. A mensagem é que há uma pressão que pode começar antes de aprender a ler, ao tratar a aparência como essencial.
Estudos citados indicam que a percepção de imagem corporal começa cedo, com sinais aos 7 anos, sugerindo impacto na autoestima de meninas pequenas. A discussão envolve figuras públicas e o dano de padrões irreais.
Para enfrentar o tema, Meisler defende diálogo aberto com as crianças sobre o sistema de beleza, destacando que é possível escolher a maquiagem por gosto próprio e não por medo de julgamentos.
Ela encerra ao lembrar que o maior presente aos filhos pode ser o exemplo de uma relação saudável com o espelho, mantendo a autenticidade diante das pressões sociais.
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