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Como escolher frutas e verduras no mercado sem errar e evitar desperdício em casa

Cor, textura, firmeza e até o estágio de maturação ajudam a montar compras mais inteligentes, com menos perdas e mais durabilidade na geladeira.

Foto: Creative Commons

Escolher frutas e verduras no mercado parece simples, mas alguns sinais fazem diferença no sabor, na durabilidade e até no quanto você vai desperdiçar depois. Em vez de apertar tudo ou comprar só pelo visual, a orientação de especialistas é observar cor, aroma, firmeza e o ponto de maturação de cada alimento. Essa combinação ajuda […]

Escolher frutas e verduras no mercado parece simples, mas alguns sinais fazem diferença no sabor, na durabilidade e até no quanto você vai desperdiçar depois.

Em vez de apertar tudo ou comprar só pelo visual, a orientação de especialistas é observar cor, aroma, firmeza e o ponto de maturação de cada alimento. Essa combinação ajuda a levar para casa produtos que realmente vão durar o tempo esperado.

Na prática, a melhor compra não é a mais bonita. É a que combina com o seu ritmo de consumo. Se a ideia é usar logo, vale levar itens mais maduros.

Se o consumo vai acontecer ao longo da semana, o ideal é misturar produtos prontos com outros ainda mais firmes ou “verdes”, para que amadureçam aos poucos. Essa estratégia é citada pela Embrapa como forma de evitar perdas em casa.

O que observar na hora da compra

Nas frutas, alguns sinais costumam indicar melhor ponto de consumo. Cor viva, aroma característico e textura firme, mas não dura demais, costumam ser bons indicativos.

Já machucados, partes muito moles, rachaduras, mofo ou pontos escurecidos tendem a reduzir bastante a vida útil. Reportagens recentes e materiais técnicos da Embrapa reforçam que a aparência precisa ser avaliada junto com a consistência do alimento.

Com verduras e folhas, o principal é procurar frescor. Folhas devem estar firmes, sem murcha, sem áreas amareladas e sem manchas escuras.

Talos muito moles ou folhas rasgadas costumam indicar que o alimento já perdeu qualidade. A Embrapa resume esse ponto de forma direta: folhas frescas precisam ter aspecto vivo e talos firmes.

Nos legumes, a lógica é parecida. Quanto mais firme estiver o produto, maior tende a ser sua durabilidade.

Também vale evitar unidades amassadas, com cortes, enrugadas ou com sinais de apodrecimento. Em resumo, alimento firme costuma durar mais; alimento já muito mole tende a estragar mais rápido.

Como fazer a compra render mais em casa

Depois da compra, o armazenamento pesa quase tanto quanto a escolha. O Ministério da Saúde orienta guardar frutas, verduras e legumes em condições adequadas, de preferência higienizados do jeito correto e, em muitos casos, refrigerados em sacos ou recipientes bem fechados na gaveta de legumes.

A conservação também depende de uma geladeira limpa e abaixo de 5 °C, segundo orientações sanitárias.

Outro ponto importante é não comprar tudo no mesmo estágio de maturação. Levar banana, mamão, tomate ou abacate todos muito maduros no mesmo dia aumenta a chance de perda. Misturar alimentos em pontos diferentes ajuda a distribuir o consumo ao longo da semana.

Além disso, priorizar produtos da estação costuma ser uma escolha melhor, porque eles tendem a estar mais frescos, saborosos e baratos.

No fim, a lógica é simples: comprar melhor não significa comprar mais. Significa observar mais. Quando você escolhe pelo ponto certo de consumo e armazena do jeito adequado, reduz o desperdício e ainda melhora a qualidade do que vai para a mesa.

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