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Ortopedista explica fatores para escolher um colchão adequado

Especialista afirma que colchão adequado reduz lombalgias e melhora sono; recomenda densidade média e rodízio a cada três a seis meses

A vida útil dos colchões varia de cinco a dez anos
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  • O ortopedista Maurício Raffaell afirma que é essencial escolher um colchão de qualidade que atenda às necessidades de cada pessoa, especialmente em relação a peso e altura.
  • Colchão de má qualidade pode provocar desalinhamento da coluna, sobrecarga de discos, ligamentos e músculos, favorecendo lombalgias crônicas e cervicalgias.
  • A Organização Mundial da Saúde recomenda a troca do colchão após cerca de cinco anos, devido ao desgaste e à proliferação de ácaros; muitos colchões têm validade de até dez anos.
  • Em relação à densidade, opções de densidade média costumam reduzir dor lombar; colchões muito moles prejudicam as articulações, enquanto os muito firmes pressionam ombros e quadris; a escolha deve levar peso, altura, idade, doenças e posição de dormir em consideração.
  • Recomenda-se rodízio do colchão a cada três ou seis meses, girando 180 graus e, se possível, invertendo o lado, para evitar desgaste localizado e manter o suporte ortopédico.

Um colchão de qualidade pode influenciar diretamente a qualidade do sono e o alinhamento da coluna durante a noite. Médicos avaliam que o apoio inadequado aumenta o risco de lombalgias e cervicalgias, além de impactar a relação com o sono reparador.

Segundo Maurício Raffaell, ortopedista e diretor de ensino do Instituto NAEON, é essencial escolher um produto que atenda às necessidades individuais, especialmente em relação ao peso e à altura. O objetivo é manter as curvaturas naturais da coluna durante o repouso.

A vida útil típica dos colchões costuma alcançar até dez anos, mas a Organização Mundial da Saúde recomenda a troca após cerca de cinco anos. O desgaste da superfície e a proliferação de ácaros justificam a recomendação para preservar conforto e saúde.

O que um bom colchão oferece?

Para reduzir dores lombares, Raffaell aponta que densidade média é ideal na maioria dos casos. Colchões muito moles tendem a sobrecarregar as articulações, enquanto os muito firmes podem criar pressão excessiva em ombros e quadris.

Não existe segredo universal na escolha; a adequação é individual. O objetivo é que, ao deitar de lado, a coluna permaneça alinhada, em linha reta. Fatores como idade, doenças prévias e posição de dormir influenciam a escolha.

Como escolher com base no peso, altura e necessidades

O médico ressalta que a relação entre peso e altura deve guiar a densidade do material. A ideia é adaptar o colchão à pessoa para manter a coluna estável durante o sono.

Atenção às características de uso

Além da densidade, verificar sinais de desgaste é crucial. Dores constantes, ruídos e deformações indicam que pode ser hora de trocar o colchão.

Quando virar o colchão

Para prolongar a vida útil, recomenda-se rodá-lo a cada três ou seis meses. Gire o colchão em 180 graus e, se possível, inverta o lado na cama para evitar deformações nas áreas de maior apoio.

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