- A campanha do Dia das Mães do Boticário, intitulada Despedidas, usa a metáfora de uma viagem de trem para mostrar as diferentes fases da maternidade.
- A psicóloga Ediane Ribeiro defende que as transições entre cuidado, proximidade e autonomia são reorganizações de identidade, não rupturas.
- A relação mãe–filho se transforma conforme o filho cresce, mantendo o vínculo por meio da autonomia e de novas formas de presença.
- Estudo de social listening interno aponta que, nos últimos doze meses, quarenta e quatro por cento das menções ao “ninho vazio” tiveram tom neutro ou positivo, com mais relatos de ambivalência e desejo de identidade para além da maternidade (observação: dados de referência no material original indicam sessenta e quatro por cento com sentimentos negativos).
- A campanha destaca que recomeços nem sempre aparecem de forma clara, abrindo espaço para novas formas de existir na relação com os filhos e consigo mesma.
Ao Dia das Mães, o Boticário lança a campanha Despedidas para discutir a maternidade em fases. A ideia central é que a experiência materna é uma constante mudança, marcada por despedidas e recomeços. O filme usa a metáfora de uma viagem de trem para ilustrar as várias etapas da vida dos filhos.
A proposta é do ativista psicológico: a maternidade não é apenas cuidado contínuo, mas uma transformação de identidade. A cada etapa, a mãe ajusta presença, equilíbrio entre proximidade e autonomia e amplia o papel que ocupa dentro da relação com os filhos.
Laços mutáveis
A jornalista Ediane Ribeiro aponta que a saída de casa não representa ruptura, mas alteração na dinâmica do vínculo. O distanciamento é tolerado quando a relação se sustenta na autonomia e na escolha, não na dependência.
O afeto se reorganiza em uma lógica entre adultos. O amor maduro passa a incluir espaço para a individualidade, sem deixar de lado a presença, agora mais orientada pela reciprocidade.
Ajuste interno
A especialista destaca que cada mulher vivencia as mudanças de modo único. Reconhecer emoções ambivalentes, como saudade e alívio, facilita a transição. A identidade materna precisa evoluir para além do papel de necessidade.
A presença ganha nova forma: de cuidado essencial, para uma atuação que privilegia troca e cooperação. O foco é manter a conexão, reconfigurada pela autonomia dos filhos.
Vozes reais
Dados de social listening interno mostram que 64% das conversas sobre o tema ninho vazio nas redes, nos últimos 12 meses, expressaram sentimentos negativos como tristeza e solidão. A leitura sugere uma narrativa mais responsável.
As mulheres relatam cada vez mais cansaço, ambivalência e desejo de manter uma identidade fora da maternidade. A campanha aponta para narrativas mais honestas e menos idealizadas.
Ciclo contínuo
A psicóloga enfatiza que o recomeço nem sempre é visível de imediato. Existe um intervalo entre a identidade antiga e a nova, ainda em formação, que pode gerar desconforto, mas também novas possibilidades.
O vazio é entendido como espaço fértil para novas formas de existir na relação com os filhos e consigo mesma. O processo é visto como oportunidade de ampliar a forma de estar no mundo.
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