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Gravidez: o que comer e evitar para uma alimentação saudável

Gestantes brasileiras consomem 32,1% de ultraprocessados, aumentando o risco de diabetes gestacional e potencial baixo peso ao nascer

Alimentação na gravidez: veja o que comer e o que evitar
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  • Estudo da USP aponta que 32,1% da dieta de gestantes brasileiras é composta por ultraprocessados, elevando o risco de diabetes gestacional e baixo peso ao nascer.
  • A orientação é seguir uma alimentação com proteínas, frutas e legumes, priorizando itens naturais e evitando excesso de frituras e de ultraprocessados.
  • Alimentos benéficos: arroz e feijão diariamente com proteína; legumes e verduras no almoço e jantar; frutas pelo menos três vezes ao dia; beber pelo menos dois litros de água por dia.
  • Evitar excesso de sal, óleo e gordura; reduzir doces e bebidas açucaradas para diminuir o risco de diabetes gestacional e de cesárea.
  • Cuidados no preparo: cozinhar e higienizar bem os ingredientes para evitar infecções, como toxoplasmose, listeriose e salmonelose, que podem afetar mãe e bebê.

A gravidez é um período decisivo para a saúde da mãe e do bebê. Pesquisas indicam que a dieta durante a gestação pode impactar o desenvolvimento fetal e o bem-estar materno. Um estudo da USP mostra que 32,1% da alimentação de gestantes brasileiras é ultraprocessada, sinalizando alerta para a saúde pública.

Profissionais da área de obstetrícia destacam o risco associado ao consumo de ultraprocessados, como macarrão instantâneo, salgadinhos, biscoitos recheados e embutidos. Essa alimentação está ligada ao aumento do diabetes gestacional, maior risco de baixo peso ao nascer e deficiência de ferro e ácido fólico.

Para a gestante, a orientação é priorizar proteínas, frutas e legumes, mantendo uma dieta mais natural e com frituras e processados em baixa quantidade. A recomendação geral é adaptar a alimentação às necessidades individuais, evitando regras únicas para todas as gestantes.

Alimentação diária durante a gestação

A alimentação deve manter itens comuns do dia a dia, favorecendo ingredientes naturais. O feijão com arroz é considerado essencial, pois fornece proteínas e ferro, contribuindo para prevenir anemia. Legumes, verduras e frutas devem compor as refeições ao longo do dia.

A hidratação é fundamental: beber pelo menos dois litros de água diariamente ajuda o metabolismo materno e a eliminação de toxinas. O equilíbrio de sal e óleo deve ser moderado para reduzir riscos de hipertensão durante a gestação.

Dicas práticas e horários

Comer em horários regulares, com calma e em companhia é recomendado para o conforto emocional da gestante. Evitar ambientes com televisão ou celular durante as refeições facilita a percepção de saciedade e o prazer da alimentação.

Alimentos a evitar ou moderar incluem doces e bebidas açucaradas, que podem elevar a glicose no sangue e aumentar o risco de diabetes gestacional. Esse quadro eleva a probabilidade de cesárea e pode influenciar o peso do bebê ao nascer.

Cuidados no preparo dos alimentos

A higiene é fundamental: cozinhar bem os ingredientes e lavar carnes, frutos do mar, ovos e vegetais reduz o risco de infecções como toxoplasmose, listeriose e salmonelose. Essas doenças podem trazer complicações à gestação e à saúde do bebê.

Fontes de orientação indicam que, na prática, a orientação profissional deve ser personalizada, com foco em uma dieta balanceada que priorize alimentos naturais, preparo adequado e higiene rigorosa na cozinha.

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