- Luisa Mell, ativista e mãe de Enzo, de 11 anos, diz que o conteúdo violento contra animais circula em grupos e redes entre adolescentes.
- Enzo não tem celular; quando chegar a hora, o aparelho não ficará à noite, ele dormirá com a mãe e sempre está na sala assistindo junto.
- Luisa também tirou o canal de YouTube do filho para evitar a ansiedade de visualizações e a necessidade de aprovação online.
- Ela ressalta que a plateia online incentiva comportamentos violentos e cobra moderação efetiva das plataformas.
- A ativista defende a Teoria do Elo e sugere medidas: incluir proteção animal no currículo escolar, supervisão digital com diálogo e tolerância zero à crueldade.
Luisa Mell avalia como o aumento de vídeos violentos envolvendo animais influenciou a criação do filho. A ativista e mãe do Enzo, 11 anos, relata mudanças no cotidiano familiar e as regras que estabeleceu para proteger a empatia da criança.
Ela reforça que o tema ganhou relevância ao observar conteúdos de crueldade compartilhados em grupos e redes, muitas vezes com adolescentes como protagonistas. A preocupação é evitar que a exposição gere dessensibilização ou repressão emocional na família.
O caso conhecido como Orelha, que envolveu crueldades contra animais, serviu como referencial para a discussão dentro de casa. Enzo não tem celular ainda, e a supervisão é constante na sala, com regras claras sobre o uso de aparelhos.
Caso Orelha: lições para educação dos jovens
Enzo não utiliza aparelho celular ainda. Quando chegar a hora, as regras passam pela não utilização noturna e pela convivência direta com os pais, que acompanham o que ele assiste. A ideia é monitorar a exposição a conteúdos sensíveis desde cedo.
Aproximação entre tecnologia, educação e prevenção
A mãe destaca que retirou o canal do YouTube do filho para evitar a pressão de visualizações e a ansiedade associada à conquista de popularidade online. A expectativa é manter o diálogo aberto sobre os temas que surgem nas redes.
A plateia online e a prevenção da violência
Segundo Mell, a audiência que observa conteúdos violentos pode exercer uma pressão social sobre os jovens, que criam ou repetem comportamentos para se apresentar. Ela aponta a necessidade de moderação eficaz e canais de denúncia acessíveis nas plataformas.
Teoria do Elo e caminhos para a proteção
A ativista liga o tema à Teoria do Elo, que associa crueldade animal a outras formas de violência. Os trabalhos de proteção defendem atuação precoce em escolas e famílias para reduzir riscos de desrespeito e agressividade entre adolescentes.
Medidas propostas para escolas e famílias
Para as escolas, Mell sugere incluir proteção animal no currículo ético, de forma integrada. Para as famílias, reforça a supervisão digital aliada ao diálogo constante sobre o que os filhos assistem e com quem conversam online. A ideia é manter tolerância zero à crueldade.
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