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Vítima de bullying na infância, tem dificuldade em fazer amigos

Bullying na juventude molda a percepção de si e dificulta formar amizades na vida adulta, mesmo com família estável

Illustration: Alex Mellon/The Guardian
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  • Mulher na casa dos trinta e poucos anos, mãe de um menino de dois anos, relata dificuldade em fazer amigos desde a infância, após bullying intenso.
  • Bullying levou à baixa autoestima, insegurança e timidez durante a universidade; procurou aconselhamento e medicação anti-ansiedade, mas ainda tem dificuldade em confiar nas pessoas.
  • Amizades antigas foram se afastando após ter o filho; conheceu pessoas em grupos de NCT, mas também perdeu contato com elas.
  • Profissional destaca que bullying pode moldar a percepção de grupos e que a pessoa pode ficar presa no tempo da adolescência; sugere buscar experiências positivas em grupos de idades mistas.
  • Dicas incluem buscar interações em grupos não relacionados a mães, tentar encontrar uma pessoa mais segura no grupo e, se possível, socializar com o parceiro; em breve, o cotidiano escolar do filho pode abrir oportunidades de convivência social.

O texto descreve o impacto de bullying vivenciado na infância sobre a vida adulta de uma mulher, hoje com quase 40 anos e mãe de um menino de dois anos. Ela relata sentir-se repetidamente isolada em locais como playgrounds, mesmo cercada por famílias, e busca estratégias para construir novas amizades.

Ela explica que foi alvo de bullying na adolescência ao mudar de escola, o que afetou sua autoestima por muitos anos e a deixou extremamente tímida durante a universidade. A mudança para Londres também foi marcada pela dificuldade de fazer novas amizades.

A entrevistada cita tratamento com aconselhamento e medicação antiansiedade, que ajudaram parcialmente, mas não eliminaram a desconfiança em relação às pessoas. Desde o nascimento do filho, a maioria de suas antigas amizades se afastou, e as novas também parecem se dispersar com o tempo.

Profissionais de saúde mental apontam que o bullying pode moldar a percepção de grupos e relações sociais. A psicoterapeuta Lisa Bruton ressalta que comunidades escolarizadas parecem perigosas para quem viveu experiências negativas no passado, dificultando inserção em novos grupos.

Entre as sugestões terapêuticas, destaca-se a participação em grupos de idades diferentes para reduzir remanescentes lembranças da escola. Outra recomendação é buscar um contato com pessoas mais próximas, como um parceiro, para tornar o ambiente social mais seguro.

A narrativa indica a possibilidade de progressos graduais ao participar de atividades com o filho, por meio do convívio no ambiente escolar e em áreas públicas. O objetivo é testar zonas de conforto e identificar amizades compatíveis, sem exigir padrões irreais de socialização.

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