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Estudos avaliam impactos à saúde de fones de ouvido Bluetooth

A radiação é não ionizante; o SAR médio de fones Bluetooth homologados pela Anatel fica em 0,192 W/kg, bem abaixo do limite de dois watts por quilo

Imagem, em fundo branco, de um par de fone de ouvido bluetooth.
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  • O Bluetooth usa radiação não ionizante de baixa energia e não remove elétrons dos átomos.
  • Em teoria, pode aquecer tecido e causar estresse oxidativo, mas a prática com fones é minimamente preocupante. A OMS aponta radiofrequência como potencialmente cancerígena, porém o aquecimento em dispositivos comuns é muito baixo.
  • Não há estudos conclusivos de que essa radiação aumente o risco de câncer; isolar fatores em pesquisas epidemiológicas é difícil.
  • A Anatel estabelece limite de absorção de energia na região da cabeça em até 2 watts por quilo (SAR).
  • Segundo o relatório mais recente, fones Bluetooth homologados pela Anatel, mesmo na potência máxima, têm SAR médio de 0,192 W/kg, dez vezes menor que o limite.

Fones de ouvido Bluetooth não representam risco relevante à saúde. O Bluetooth funciona com radiação não ionizante, de baixa energia, distinta da radiação ionizante associada a danos ao DNA.

Essa diferença explica por que usos cotidianos, como áudio sem fio, não aquecem o corpo de forma significativa. Enquanto a radiação ionizante pode causar mutações, a não ionizante não remove elétrons de átomos.

No conceito técnico, o calor gerado por essas ondas é mínimo. Mesmo parecendo semelhante aos fornos de cozinha, a potência é milhões de vezes menor, mantendo o aquecimento praticamente desprezível.

Atenção regulatória é mantida. A Anatel estabelece limites de segurança com base no SAR, a taxa de absorção específica. A absorção da cabeça não deve ultrapassar 2 watts por quilo.

Segundo o relatório mais recente, fones Bluetooth homologados pela Anatel apresentam, em média, 0,192 W/kg de absorção, mesmo na potência máxima, dez vezes menor que o limite.

O tema foi explorado com base em contribuições de especialistas, como o professor Jobson de Araújo Nascimento, da Universidade Federal de Alagoas, em estudo sobre o SAR em aparelhos homologados pela Anatel.

A análise também envolve a visão de pesquisadores que destacam a complexidade de estudos epidemiológicos sobre radiação não ionizante e câncer, sem consenso definitivo até o momento.

Pergunta de Levi Sales, de São Roque (SP), norteia parte da pauta ao esclarecer dúvidas sobre o tema e o funcionamento do SAR e das regulamentações.

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