- Lambejos são forma de comunicação dos cães, mas podem indicar problemas de higiene bucal se houver mau hálito.
- O bafo forte não é normal e pode sinalizar doença periodontal e queda de dentes, com risco de bactéria entrar na corrente sanguínea.
- Cerca de noventa por cento dos pets adultos apresentam algum grau de doença periodontal.
- Dicas: escovação diária ou pelo menos três vezes por semana com produtos específicos para pets; e limpeza profissional chamada tartarectomia.
- Cuidados para tutores: pessoas com imunossupressão, idosos, crianças pequenas ou com feridas na face devem evitar contato direto com saliva dos animais.
Para muitos tutores, o lamber do pet é uma demonstração de afeto. Entenda como esse gesto pode se tornar mais seguro com avaliações odontológicas regulares. Cães usam o lambeijo para comunicar, reforçar vínculos e liberar bem-estar.
A boca dos animais abriga uma microbiota vasta. Sem higiene adequada, esse conjunto de microrganismos pode favorecer doenças periodontais, com inflamação ou infecção nos tecidos que sustentam os dentes.
Bafo não é normal, alerta a veterinária Nicole Gabriela, da WeVets. Segundo ela, o hálito forte pode indicar necessidade de avaliação odontológica. Em casos graves, bactérias podem atingir órgãos como coração e fígado.
Atenção aos sinais: tartaro, retração gengival e dentes amarelados devem acionar consulta. O cuidado preventivo reduz riscos de doenças sistêmicas e torna o lambeijo mais seguro para todos.
O papel da escovação
Você escova os dentes do seu animal? Se ainda não, procure orientação com o veterinário. A prática recomendada é diária, ou pelo menos três vezes por semana, com produtos específicos para pets.
Check-up odontológico para o pet
Assim como humanos, pets também precisam de limpeza profissional para remover placas. A intervenção é chamada tartarectomia e costuma exigir acompanhamento profissional.
Prevenção para os humanos
Quem tem sistema imunológico comprometido deve evitar contato direto com saliva dos pets no rosto e mucosas. Idosos, crianças pequenas e feridas abertas também devem evitar esse contato.
Edição: Fernanda Villas Bôas
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