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Ser o primeiro a mandar mensagens pode afetar amizades e gerar dúvidas

Mudança de cidade revela assimetria nas amizades: ao deixar de iniciar contato, o narrador perde o círculo social; reflexão sobre o que cada relação traz

‘Most people, most of the time, are doing an imperfect job of finding time for the things and people they value,’ writes Eleanor Gordon-Smith. Painting: Young Man Writing a Letter by Gabriël Metsu.
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  • Um homem de 43 anos percebeu que mantinha contato com todos os amigos; quando deixou de iniciar as mensagens, o grupo inteiro se afastou.
  • Mudou de cidade para uma fazenda no interior e viu que era quem ligava ou mandava mensagens primeiro.
  • Desde então, perdeu quase todo o círculo social; a parceira dele tem sido a única forma de contato.
  • Pergunta se é uma pessoa ruim ou se precisa de terapia; a coluna analisa como medir cuidado e reciprocidade nas amizades.
  • O texto sugere que nem sempre a falta de iniciativa dos outros significa que não gostam de você; é preciso avaliar o que eles trazem à amizade além de manter contato.

O relato envolve um homem de 43 anos que questiona se é uma pessoa ruim por ter perdido todo o círculo social após mudar de cidade para uma fazenda no interior. Ele diz que sempre iniciou o contato e, ao parar de fazê-lo, viu os amigos se distanciarem.

Segundo ele, o problema não seria apenas um ou dois amigos, mas todo o grupo. Ele aponta que a parceira tem sido sua única forma de contato, deixando claro que não entende a razão da mudança repentina no comportamento dos amigos.

A colunista Eleanor Gordon-Smith analisa o caso, destacando que nem sempre a ausência de contato reflete desinteresse. Ela cita um exemplo em que um amigo ferido envia uma planilha pedindo ajuda, revelando que a forma de medir o cuidado é diferente do que se imagina.

Ajustes de percepção sobre amizades

A autora aponta que muitas pessoas falham em manter o contato por pressões da vida, ansiedade ou timidez. Assim, não é possível inferir que alguém não gosta apenas pela falta de iniciativa. O foco sugerido é observar o que de fato ocorre quando o contato é realizado.

Ela sugere avaliar o que os amigos trazem à relação, além da proatividade. Interações passadas, gentileza e atenção durante encontros podem compensar falhas de iniciativa. O texto reforça que as amizades costumam ter assimetrias e que isso não determina o afeto.

O artigo de Eleanor enfatiza ainda que é preciso considerar o valor da relação como um todo. A pergunta central passa a ser se o paciente tolera ou não a assimetria para manter ou terminar as amizades, com atenção ao conjunto de virtudes que cada pessoa traz.

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