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Macela: como cultivar em casa um remédio digestivo natural

Macela pode ser cultivada em casa para aliviar desconfortos digestivos; planta rústica, de manejo simples, com uso em chás e tinturas sob orientação profissional

A macela (ou marcela) é uma planta medicinal nativa da América do Sul, amplamente utilizada no Brasil por suas propriedades terapêuticas e tradições culturais
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  • A macela, planta científica Achyrocline satureioides, é reconhecida pela Anvisa e usada para aliviar desconfortos digestivos; seus flavonoides, como a quercetina, são considerados benéficos.
  • Pode ser cultivada em casa, em solo leve e bem drenado, com sol direto por pelo menos seis horas diárias, rega moderada e poda regular; é resistente e adequada para vasos.
  • A floração ocorre entre o final do verão e o início do outono (março a abril); as flores devem ser colhidas no início da manhã e secas à sombra para preservar propriedades.
  • A propagação é principalmente por sementes, que germinam facilmente; para evitar expansão indesejada, recomenda-se colher as flores antes da maturação dos frutos e monitorar mudas.
  • Formas de uso incluem chá (infusão) e tintura/extrato; é essencial consultar um profissional de saúde antes do uso, e a planta tem contraindicações para pessoas com hipersensibilidade, gestantes e lactantes, além de possíveis interações com alguns medicamentos.

Macela: guia para cultivar, colher e usar este remédio natural em casa

A macela, planta conhecida por uso tradicional na digestão, pode ser cultivada em casa para suprir necessidades ao longo do ano. Nesta matéria, veja como cuidar da planta, colher as flores e extrair seus componentes medicinais.

Conforme o especialista Thulio Mariotto, engenheiro-agrônomo, a macela é valorizada no Brasil, especialmente na região sul, por seu uso cultural, medicinal e econômico. A planta vem ganhando espaço no setor fitoterápico nacional.

Há entre macela e marcela apenas variação regional do nome da mesma espécie, Achyrocline satureioides. A diferença não é taxonômica, mas uma divergência de nomenclatura regional.

A macela é herbácea de porte médio, com 40 a 70 cm de altura. Possui caule fino, folhas estreitas e verde-acinzentadas, cobertas por pelos que ajudam a reduzir a evaporação. Cresce bem em locais abertos, com boa ventilação.

A espécie é conhecida pela rusticidade. Trata-se de planta de baixa manutenção, adequada para cultivo doméstico ou em jardins. Exige solo leve, bem drenado, com sol pleno e pelo menos 6 horas de luz diária.

Para o manejo, utilize adubação orgânica leve e regas moderadas. A poda regular mantém o vigor da macela, que tem raízes rasas e boa adaptação a vasos de barro ou cerâmica, com furos no fundo para drenagem.

A floração ocorre entre o final do verão e o início do outono, com inflorescências amarelo-douradas. A coleta ideal é no início da manhã, quando os compostos aromáticos estão mais concentrados. Flores secam à sombra, ventiladas, para preservar as propriedades medicinais.

A propagação acontece principalmente por sementes, que germinam facilmente em semeadura superficial. A planta pode dispersar naturalmente, mas é possível controlar o avanço para evitar invasão em canteiros.

Na área medicinal, a macela é reconhecida pela Anvisa e consta no Formulário de Fitoterápicos. O uso mais comum envolve as inflorescências secas, com compostos como flavonoides quercetina e 3-O-metilquercetina, associados ao alívio de desconfortos gastrointestinais.

Duas formas principais de consumo são o chá e a tintura ou extrato. O chá utiliza inflorescências em água quente, com preparo simples e ingestão de 150 ml, de 2 a 3 vezes ao dia. A tintura utiliza inflorescências em álcool, mantidas por cerca de 10 dias, com posologia de 3 a 9 ml, três vezes ao dia.

Para evitar riscos, consulte sempre um profissional de saúde antes de usar qualquer planta medicinal. O uso inadequado pode causar efeitos indesejados; o acompanhamento é fundamental para dosagens e tempo de uso.

Entre as contraindicações estão hipersensibilidade aos componentes, gravidez e lactação, além de cautela para diabéticos, que podem ter alterações na resposta a insulina ou a sedativos. Seguir orientação profissional é essencial.

Dicas de consumo seguro passam pela procedência da planta, preferindo farmácias de manipulação ou fitoterápicos certificados. Armazene em local fresco, sem luz intensa e com boa circulação de ar, mantendo a embalagem bem fechada.

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