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Pais criam movimento para adiar entrega de telas às crianças

Movimento Desconecta defende adiar o primeiro smartphone para aos 14 anos e o acesso a redes sociais para 16, para reduzir uso de telas e impactos no sono e no comportamento

Crianças olham fixamente para telas de celular, que cobrem seus rostos
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  • Movimento Desconecta propõe adiar o primeiro smartphone para aos 14 anos e o acesso às redes sociais para os 16, iniciativa que começou em uma escola de São Paulo e já está presente em mais de 800 colégios no país.
  • O projeto funciona por meio de um programa de seis passos, com treinamentos e palestras para pais, buscando acordos familiares sobre o uso de telas.
  • Estudos e relatos indicam crescimento do bruxismo após a pandemia; uma dissertação da Universidade de Pelotas aponta aumento de 84% nesses casos.
  • Relatos de mães vinculam a redução de telas a melhorias no sono e no comportamento de crianças, motivando a defesa da ideia em escolas.
  • Profissionais de pediatria recomendam reduzir o tempo de tela, manter aparelhos fora do quarto à noite e seguir diretrizes de uso adequado para crianças, conforme órgãos de saúde.

O Movimento Desconecta propõe adiar o uso de smartphones por crianças, defendendo que o primeiro aparelho seja aos 14 anos e o acesso às redes sociais somente aos 16. A iniciativa surgiu após relatos de impactos do uso de telas na saúde infantil, especialmente durante a pandemia.

Casos de bruxismo em crianças têm sido observados por profissionais de saúde. Relatos de famílias apontam que o ranger de dentes aparece principalmente à noite, associando-se ao excesso de estímulos das telas. Reduzir o tempo de tela é visto como medida preventiva.

O movimento começou em uma escola de São Paulo e ganhou adesão em mais de 800 colégios no Brasil. Pais participam de treinamentos e palestras para divulgar a proposta, que segue um programa de seis passos para adiar a entrega de smartphones.

Lia Ludwig, líder nacional de expansão, relata que a experiência em casa impactou a decisão de aderir ao Desconecta. Ela relata que um filho mais novo não ganhou celular, enquanto uma filha de 17 recebeu aos 11, sob regras familiares.

A participação escolar ganhou força: em uma instituição, o grupo conseguiu reduzir a necessidade de tablet para aulas de tecnologia, o que evitou aquisição desnecessária para o ensino fundamental 1. As mudanças sugerem efeito prático do movimento.

Contexto de saúde e limites de tela

Especialista ouvida pela reportagem aponta que reduzir o uso de telas é fundamental. A pediatria recomenda manter aparelhos fora dos quartos à noite, com limites de tempo de tela para diferentes faixas etárias, sob supervisão dos pais.

Perspectiva educacional e familiar

Pesquisas e dissertações mencionadas indicam aumento de bruxismo no pós-pandemia entre adolescentes. Dados apontam elevação de casos na região, fortalecendo o debate sobre políticas familiares de uso de tecnologia.

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