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Segurar espirro pode aumentar risco de AVC e ruptura de aneurisma

Segurar o espirro pode elevar a pressão intracraniana, aumentando o risco de AVC e ruptura de aneurisma em vasos do crânio

Foto: Reprodução/Shutterstock
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  • Segurar o espirro aumenta a pressão intracraniana e pode levar à ruptura de aneurisma ou a um AVC.
  • O espirro funciona como mecanismo de limpeza das vias aéreas; bloquear a saída atrasa a eliminação de irritantes e pode manter agentes nocivos por mais tempo.
  • Vãos de pressão repentina podem causar danos aos vasos sanguíneos, além de dor facial, sinusite e até lesões em olhos ou ouvidos.
  • A orientação é não prender o ar: permita que o espirro ocorra naturalmente; cubra a boca e o nariz com o antebraço e, se puder, use lenço.
  • Depois de espirrar, lave as mãos. Pessoas com histórico vascular devem ficar atentas a tontura ou dor e procurar orientação médica.

Muitos evitam o barulho de um espirro em locais públicos, mas esse hábito pode esconder riscos à saúde. Cientistas apontam que segurar o espirro gera pressão interna perigosa no crânio e pescoço. Entenda os impactos e as orientações médicas.

O espirro funciona como mecanismo de defesa. Ele limpa vias aéreas ao eliminar partículas, ácaros e vírus. Ao tentar bloquear o reflexo, o organismo não completa o ciclo de autolimpeza, mantendo irritantes nas mucosas.

Segurar a pressão interna pode elevar a carga sobre vasos sanguíneos do cérebro. Em indivíduos com aneurisma ou fragilidade vascular, há risco de ruptura e de AVC, ainda que casos fatais sejam raros. Pequenos sangramentos também são possíveis.

A força do ar que sai sem obstrução precisa de via de escape. Tapar nariz e boca aumenta a pressão que atinge estruturas internas, podendo causar danos em artérias do cérebro, ouvido e olhos.

Ao sentir vontade de espirrar, a recomendação médica é não segurar. O fluxo natural do ar deve ocorrer para dissipar a pressão sem causar danos aos órgãos.

Boas práticas para um espirro seguro incluem cobrir boca e nariz com o antebraço, usar lenço quando possível, manter a boca levemente aberta e higienizar as mãos após espirrar.

Outras complicações aparecem além do cérebro. A pressão pode deslocar muco infectado, aumentando o risco de sinusite. Em episódios extremos, há relatos de desconfortos faciais e, em casos raros, de danos à garganta ou ao tórax.

Quem tem histórico vascular deve ficar especialmente atento. Check-ups, controle da pressão arterial e sinais como tontura ou dor após espirrar devem ser avaliados rapidamente.

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