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Jovem de 23 adota bebê abandonado durante estágio em pediatria

Durante estágio de pediatria, aos 23 anos, médica adota bebê abandonada, encontrando uma filha que transforma sua vida pessoal e profissional

Fernanda conheceu Mavi quando fazia residência médica em pediatria — Foto: Arquivo pessoal
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  • Fernanda Paccini Alves Godoi conheceu Maria Vitória, a Mavi, em fevereiro de 2013, durante estágio de pediatria, quando tinha 23 anos.
  • A bebê nasceu com mielomeningocele, síndrome de Arnold Chiari tipo 2 e hidrocefalia e ficou no hospital até os 11 meses, tendo sido abandonada pela família biológica.
  • Em abril de 2013, menos de dois meses após o encontro, Mavi foi para a casa da família, em decisão de adoção rápida.
  • A adoção mobilizou toda a família: arrecadeção de roupas, apoio de Fernanda e do namorado (hoje marido) e acompanhamento durante internação da menina na UTI por infecção pulmonar.
  • Hoje, Fernanda é mãe de Mavi, de 14 anos, Maria Júlia, de 7, e João, de 2, e afirma que a experiência mudou a visão da família sobre vida, deficiência e adoção.

Fernanda Paccini Alves Godoi, médica de São Paulo, adotou Maria Vitória, a Mavi, em 2013, durante o último ano da faculdade e um estágio em pediatria. A decisão ocorreu de forma imediata após o encontro com a bebê no hospital.

Mavi tinha 11 meses e vivia no hospital desde os 5 meses, já sem para onde ir, após ter sido abandonada pela família biológica. O encontro ocorreu numa manhã de estudo de casos, em que a paciente surgiu sorrindo ao lado do grupo.

Poucos dias após o encontro, Fernanda levou a decisão adiante e iniciou o processo de adoção. A família organizou uma campanha de arrecadação para roupas e itens da bebê.

Adoção ganha apoio da família

A mãe de Fernanda, a quem a médica recorreu para entender o apoio, colaborou com a mobilização de recursos. O namorado da época, hoje marido, acompanhou de perto a campanha e o acompanhamento da criança.

A família levou Mavi ao lar após a confirmação da adoção. A menina, que nascera com mielomeningocele, Arnold Chiari tipo 2 e hidrocefalia, passou por cirurgias no início da vida, sem que isso atrapalhasse a decisão de ficar com a filha.

Mavi precisou ficar internada em UTI por infecção pulmonar pouco antes de ir para casa, com a mãe e a avó alternando as visitas. A alta hospitalar ocorreu após o período de internação, marcando o início da convivência em família.

Hoje, Fernanda é mãe de Mavi, de 14 anos, Maria Júlia, 7, e João, 2. A experiência moldou a visão da família sobre a vida, a presença e a adoção, segundo relatos à revista.

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