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Dormir com a TV ligada faz mal? Entenda os efeitos no corpo

Luz e movimentos da tela atrasam o relógio biológico, reduzem melatonina e tornam o sono mais leve, com despertares e cansaço diurno

Dormir com a TV ligada pode até parecer reconfortante, mas não é tão inofensivo quanto soa. Mesmo sem som, a luz e os estímulos visuais podem interferir nos ciclos do sono e prejudicar o descanso.
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  • Dormir com a TV ligada aumenta a exposição à luz e pode atrapalhar os ciclos do sono, reduzindo a produção de melatonina.
  • A luz da tela pode impedir que o corpo alcance estágios profundos do sono, levando a descanso menos reparador.
  • O sono costuma ficar mais leve e fragmentado, com pequenos despertares ao longo da noite.
  • Imagens em movimento agravam o efeito, mantendo o cérebro em estado de alerta mesmo sem áudio.
  • Reduzir o brilho ajuda, mas não elimina a interferência; temporizador para desligar a TV ou usar um abajur de luz quente são alternativas.

Dormir com a TV ligada não é tão inofensivo quanto parece. Mesmo sem som, a luz e os estímulos visuais podem atrapalhar o sono, interferindo nos ciclos de descanso do corpo.

A principal razão é a iluminação da tela, que chega aos olhos mesmo com as pálpebras fechadas. Vias ligadas ao relógio biológico enviam sinais ao cérebro, mantendo o organismo em alerta quando ainda não é hora de dormir profundamente.

Essa exposição reduz a produção de melatonina, hormônio que facilita o sono reparador. O resultado costuma ser um sono mais leve, com despertares que podem passar despercebidos pela pessoa.

Imagens em movimento intensificam o efeito, já que mudanças de brilho, cores e cenas mantêm o cérebro em estado de alerta, mesmo sem áudio. Algumas pessoas relatam dor de cabeça ou sensação de não ter descansado.

A intensidade do impacto varia entre indivíduos. Quem já sofre de sono leve ou insônia tende a sentir os efeitos com maior virulência.

Medidas para reduzir a interferência

Reduzir o brilho ajuda, mas não elimina a interferência, pois a luz fraca ainda estimula áreas cerebrais sensíveis. A troca pela televisão por temporizador, que desligue assim que a pessoa adormecer, apresenta benefício significativo.

Outra opção é substituir a TV por um abajur de luz quente e indireta, que interfere menos no ritmo biológico. Em ambientes mais escuros, o cérebro tende a entrar mais rapidamente no modo de recuperação.

Se a pessoa acorda bem-disposta e sem sonolência diurna, o efeito pode ser pouco perceptível. Em caso de cansaço frequente, vale ficar atento aos sinais.

Conclusão prática

Dormir no escuro continua sendo a melhor prática para o cérebro. O ambiente sem iluminação intensa facilita o sono profundo e a recuperação do corpo.

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