- Vanessa Elisangela Faustino, moradora de São Miguel Paulista, prometeu tornar-se enfermeira aos dez anos após perder o pai e, ao longo da vida, concluiu o curso técnico, a faculdade de enfermagem e uma pós‑graduação.
- Durante a faculdade, ela conciliou dois empregos para bancar os estudos e ajudar a família, especialmente a mãe, que teve um AVC.
- Caçula entre as irmãs, cuidava dos sobrinhos Enzo, Luccas e Lorenna, pagava o enxoval na gestação de uma sobrinha e organizava passeios e festas com a família.
- Atuou como técnica no Hospital Municipal Tide Setúbal e no PS Barra Funda durante a pandemia de Covid‑19, e buscava o primeiro emprego como enfermeira.
- Morreu em 12 de março, aos 31 anos, após sentir dores abdominais e ser internada; deixa mãe Elza, os irmãos Wellington, Rosangela e Solange, além dos sobrinhos.
Vanessa Elisangela Faustino, de 31 anos, morreu em 12 de março após sentir dores abdominais e ser internada para exames, sem receber o diagnóstico definitivo antes do falecimento. Ela era usuária de São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo, e estava no fim de um ciclo de formação para enfermeira.
A história de Vanessa revela uma trajetória dedicada à família e à carreira. Filha de Elza, cuida da mãe após um AVC, e era a caçula de três irmãs. Durante a faculdade, conciliou dois empregos para garantir o sustento e ajudar em casa.
Ela atuou na linha de frente durante a pandemia, trabalhando como técnica no Hospital Municipal Tide Setúbal e no PS Barra Funda, além de prestar atendimento em ambulâncias. Nos últimos meses, planejava morar sozinha e abrir espaço para os sobrinhos em um quarto com três camas.
Trajetória e vida pessoal
Vanessa sempre manteve o foco na enfermagem, tendo concluído o técnico, a graduação e uma pós-graduação. Além da atuação profissional, dedicava-se à família, organizando reuniões e festas, e ajudando nos enxovais durante a gestação das irmãs.
Convivida como tia preferida, passou a acompanhar os sobrinhos Enzo, Luccas e Lorenna, além de compartilhar momentos com os primos. A devoção religiosa era parte da rotina, marcada pela missa dominical com o padre Marcelo Rossi.
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