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Mãe que pediu ajuda para amamentar aprende que não é menos mãe

Após cirurgia de emergência, mãe recorre à cunhada para amamentar a filha por três dias, reforçando vínculo e rede de apoio entre mulheres

Após dar à luz seu terceiro filho, Abbi Warden (na foto) não conseguiu amamentar o recém-nascido e recorreu a uma solução inesperada.
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  • Abbi Warden, 30 anos, passou por cesariana, teve hérnia diagnosticada após o parto e ficou sem amamentar por quase vinte e quatro horas devido aos medicamentos.
  • A cunhada, Rebecca Harman, 37 anos, que também amamentava, ofereceu-se para ser ama de leite e cuidou da sobrinha durante três dias.
  • A prática de amamentação por ama de leite envolve uma mulher que amamenta o bebê de outra mãe; no caso, Rebecca amamentou a sobrinha e dormiu com a bebê para facilitar a recuperação de Abbi.
  • Abbi relatou sentimentos de alívio, mas também questionamentos sobre o vínculo com a filha após a alta, destacando a importância de apoio entre mulheres.
  • Especialistas destacam que não existem protocolos universais para amamentação por ama; bancos de leite humano são uma alternativa segura e recomenda-se consultar o pediatra antes de decidir.

Abbi Warden, 30 anos, passou por uma cesariana para dar à luz a sua terceira filha. Logo após o parto, foi identificada uma hérnia abdominal e uma cirurgia de emergência impediu que ela amamentasse durante dias, devido aos medicamentos usados.

A bebê recusou mamadeira, deixando a mãe em desespero no hospital. A cunhada de Abbi, Rebecca Harman, 37 anos, ofereceu-se para ser ama de leite da sobrinha, mantendo a bebê alimentada durante o período crítico.

Rebecca, que também amamentava sua própria filha, aceitou a proposta. A família relatou que a amamentação compartilhada ajudou a manter a bebê bem nutrida e a mãe a se recuperar emocionalmente.

Abbi descreveu o episódio como um momento de alívio e gratidão. Ela dormiu com a bebê para facilitar a recuperação de Rebecca, e as duas crianças passaram três dias juntas durante o apoio familiar.

Segundo Abbi, a decisão de aceitar a ajuda não foi fácil no início, mas ela viu na prática um ato de cuidado que fortaleceu o vínculo entre mãe e filha. O gesto também destacou a importância do apoio entre familiares.

Rebecca afirmou que cresceu ouvindo histórias sobre amamentação compartilhada e não hesitou ao ser chamada. Ela ressaltou que confiou na relação de proximidade entre as famílias para acolher a bebê.

Especialistas ouvidos pelo meio destacam que a amamentação por ama de leite é prática antiga, porém envolve questões de segurança. Não existem protocolos universais para verificar doenças antes do compartilhamento do leite.

Uma alternativa segura apontada pelos especialistas é o banco de leite humano, que processa e disponibiliza leite pasteurizado para recém-nascidos internados. A recomendação é sempre consultar o pediatra antes de qualquer decisão.

No Brasil, a rede de bancos de leite humano é apontada como uma das maiores do mundo, oferecendo leite seguro para bebês que precisam. O foco dos profissionais é avaliar, caso a caso, os riscos e benefícios da amamentação compartilhada.

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