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Deficiência e dor: desafios de acesso a cuidados e inclusão

Dor permanente agrava mobilidade e qualidade de vida de pessoa com deficiência após covid-19; busca clínica da dor para manejo e acompanhamento médico

Foto: blog Vencer Limites.
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  • Aos 54 anos, ele convive com dor neuropática causada pela polineuropatia Charcot‑Marie‑Tooth, que afeta humor, vitalidade e vida social.
  • A musculação, usada por mais de 30 anos, ajudou a controlar a dor até 2019, quando a pandemia de covid‑19 mudou a rotina.
  • Em 2020–2022, teve covid‑19 e registrou piora da mobilidade, perda de força nas pernas e uso de bengala e muletas; afirma ter se recuperado após ser vacinado.
  • Passou a ter rinite crônica, diagnóstico de asma e doença pulmonar obstrutiva crônica, com insuficiência respiratória que dificulta atividades como tomar banho.
  • O tratamento atual inclui pregabalina apenas em dor muito forte; utiliza dipirona para dor média e planeja procurar a clínica da dor no plano de saúde.

O relato reflete o impacto da dor crônica na vida de uma pessoa com deficiência. Aos 54 anos, ele convive com incômodo permanente que afeta humor, vitalidade e concentração. A doença começou na infância e ganhou diagnóstico de polineuropatia Charcot-Marie-Tooth na adolescência.

A prática de musculação, iniciada em 1988, revelou-se aliada importante, aliviando a dor específica e preservando a mobilidade por mais de três décadas. A atividade foi interrompida em 2019, em meio a mudanças provocadas pela pandemia de Covid-19.

Durante a pandemia, houve fechamento de atividades e maior risco para pessoas com deficiência. O autor publicou mais de 100 textos no blog Vencer Limites, destacando a necessidade de proteção frente ao vírus e o impacto na saúde.

Em 2020, o grupo de risco ficou ainda mais evidente. O texto cita dados da ONU sobre maior probabilidade de morte entre pessoas com deficiência por Covid-19. No Brasil, a estimativa de mortos envolve pessoas com deficiência entre as vítimas.

O relato descreve consequências diretas da doença: piora da mobilidade, queda de força e desequilíbrio, além de insuficiência respiratória. Em consequência, o uso de bengala e muletas passou a fazer parte do dia a dia.

Dores persistentes passaram a exigir manejo farmacológico. A pregabalina, indicada para dor neuropática, provocou sonolência excessiva; o autor prefere deixar o medicamento reservado a episódios de dor extrema.

Para a manutenção, utiliza dipirona em baixa dose para dor moderada. Em situações leves, prefere manter o foco em atividades diárias com a dor presente, sem interrupções significativas.

O conjunto de desafios médicos envolve rinite crônica, diagnóstico de asma e DPOC, além de limitações na higiene pessoal. A rigidificação muscular aparece como parte de uma condição complexa de saúde.

O texto enfatiza a importância da empatia e da observação atenta para entender pessoas em dor constante. Recomenda-se evitar suposições sobre o que o outro sente, reconhecendo a individualidade da experiência.

O autor descobriu que o plano de saúde disponibiliza uma clínica da dor, com expectativa de marcar consulta. A comunicação divulga uma busca por soluções adicionais sem abandonar o tratamento atual.

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