- Um estudo da Harvard Business Review aponta que quase metade dos CEOs se sente sozinho e isolado, e mais de 60% reconhecem impactos diretos na performance.
- O autor criou o romance O tabuleiro da existência para explorar esses conflitos, apresentando Dante Valente, executivo que questiona sua trajetória.
- A ficção é usada para revelar emoções como tristeza, dúvida e insegurança que nem sempre aparecem em relatórios, mas afetam a liderança.
- O texto destaca a diferença entre desempenho e identidade, e como oscilações podem deixar o líder com uma sensação existencial de vazio.
- A mensagem central é que liderar requer competência técnica e visão estratégica, mas também consciência emocional e integração de dimensões profissionais, familiares e pessoais.
A publicação aborda a relação entre liderança e saúde mental, destacando dados recentes sobre CEOs. Um estudo da Harvard Business Review aponta que quase metade dos CEOs se sente isolado, e mais de 60% reconhecem impactos diretos na performance. Os números ajudam a traduzir um desafio comum no topo corporativo.
Segundo o estudo, a solidão entre executivos não é apenas emocional, mas relacionada ao desempenho. A pesquisa cita métricas de desempenho e bem-estar, mostrando que o isolamento pode influenciar decisões e resultados, mesmo em posições de alta remuneração.
A partir desse panorama, o autor do artigo apresenta seu romance, O tabuleiro da existência, como ferramenta para explorar esse tema. A obra traz Dante Valente, um executivo bem-sucedido que começa a questionar sua própria trajetória, buscando entender conflitos internos.
A ficção como diagnóstico
A narrativa propõe que a ficção permita acessar emoções que não aparecem nos relatórios. Tristeza, dúvida e insegurança aparecem como componentes da liderança, não como fraquezas. O objetivo é compreender melhor o impacto dessas emoções na gestão.
Ao tratar da identidade ligada ao desempenho, o texto analisa como a pressão por resultados pode confundir valor pessoal com resultados. Quando há oscilações, a leitura de si mesmo pode ser essencial para decisões mais conscientes.
O livro utiliza um tabuleiro simbólico para representar memórias e padrões de decisão. A obra, segundo o autor, não é apenas literária, mas uma forma de incentivar um olhar interno tão cuidadoso quanto a visão externa de negócios.
Liderança além dos números
A obra defende que liderança envolve competência técnica, visão estratégica e também consciência emocional. Sem esse equilíbrio, o risco é de decisões reativas, desgaste de relações e sensação de vazio, mesmo com conquistas.
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