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Projeto no P. Norte promove integração e saúde ao som do forró

Projeto gratuito no P. Norte mantém baile dominical no CEF 25, promovendo saúde física, socialização e pertencimento entre idosos há mais de uma década

Antônia Rodrigues frequenta o projeto de dança desde o início, há 13 anos, "quando só iam umas seis pessoas"
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  • O Forró da Terceira Idade de Brasília é um projeto gratuito no Centro de Ensino Fundamental 25, no P. Norte, que acontece aos domingos para idosos.
  • É coordenado por Francisca Corte, 53 anos, e Euclides Assunção, 74, há mais de treze anos, com foco em bem‑estar físico, social e mental por meio da dança.
  • A regularidade do projeto, participação em eventos de outras regiões e atividades extras financiadas por emendas são pilares para manter a gratuidade.
  • Quando não há recurso, o grupo realiza bingos com contribuição de R$ 15 para custear cantor, lanche e outras despesas, buscando manter a continuidade.
  • Testemunhos de frequentadores mostram que o forró funciona como espaço de pertencimento, conectando comunidades do Distrito Federal e entorno e promovendo saúde e convivência.

O Forró da Terceira Idade de Brasília funciona como um espaço de encontro e cuidado no Centro de Ensino Fundamental 25, no P. Norte. O projeto é gratuito e acontece aos domingos, reunindo dezenas de idosos há mais de uma década. A coordenação fica com Francisca Corte, 53 anos, e Euclides Assunção, 74.

A dinâmica começa discreta, com instrumentos como triângulo, sanfona e zabumba. Logo, pares se formam, passos se alinham e o salão vira baile, com histórias, afetos e resistência. O objetivo é promover bem-estar físico e socialização.

Organização e financiamento

O projeto depende de emendas e parcerias para manter a gratuidade. Quando não há recursos, os organizadores promovem bingos com contribuição de R$ 15 para cobrir cantor e lanche. A ideia é manter a atividade semanal sem déficit.

Francisca e Euclides destacam a regularidade como pilar de sucesso. Além do CEF 25, o grupo participa de eventos em outras regiões. A divulgação ocorre principalmente via redes sociais e grupos de WhatsApp.

Depoimentos e impacto

Antônia Rodrigues frequenta desde o início, há 13 anos, afirmando que o forró é terapêutico e fortalece corpo, mente e alma. O salão cheio hoje mostra a evolução do projeto. Antônia reforça a importância de não desistir.

Maria de Lourdes da Silva Melo, 68, participou recentemente após convite de um instituto de São Sebastião. Ela relata benefícios à saúde e à mente, destacando a ligação com atividades em outros lugares.

José Carlos Pinheiro, 66, aposentado, participa de eventos em várias regiões. Ele afirma que a dança tira as pessoas de casa e facilita encontros entre idosos de diferentes comunidades.

Conceição Figueiredo relembra o primeiro baile, com apenas oito pessoas. Hoje, mantém o hábito aos domingos e vê o projeto como fonte de vigor, amizade e lazer, além de jogos de dominó.

Balbina Batista, aos 80, entrou há pouco tempo e destaca a importância do forró para a sua rotina na terceira idade. O projeto continua fortalecendo vínculos e promovendo vida ativa.

Perspectiva do projeto

Entre passos ensaiados e improvisos, o espaço do CEF 25 revela uma lógica de pertencimento. O Forró da Terceira Idade funciona como ponte entre pessoas, histórias e possibilidades, promovendo saúde integral sem prejuízo financeiro.

A iniciativa é apresentada como política informal de cuidado: incentiva o movimento, favorece a socialização e fortalece vínculos emocionais entre os participantes. O projeto segue ativo aos domingos, mantendo sua missão comunitária.

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