- 69% dos brasileiros acima de 18 anos relatam algum desconforto na articulação do joelho, segundo a consultoria citada; estima-se que quarenta milhões de pessoas convivam com dor ou desgaste articular no país.
- Grande parte dos casos está ligada à artrose, que envolve desgaste da cartilagem; o Ministério da Saúde estima cerca de 15 milhões de brasileiros com o problema.
- O sedentarismo e o ganho de peso ajudam a sobrecarregar a articulação, acelerando o desgaste; mudanças simples de hábitos podem fazer diferença.
- Entre as medidas, destacam-se controle de peso, nutrição adequada e uso de suplementos com colágeno, vitaminas e minerais com ação anti-inflamatória.
- Técnicas de recuperação incluem fortalecimento muscular, exercícios de baixo impacto, compressas frias ou quentes, medicina regenerativa quando indicada e fisioterapia para melhorar mobilidade e reduzir dor.
Dor no joelho deixou de ser problema exclusivo de idosos e já afeta boa parte da população adulta. Um levantamento da consultoria Pés Sem Dor aponta que 69% dos brasileiros acima de 18 anos relatam algum desconforto na articulação. O desgaste da cartilagem é a principal causa associada.
O ortopedista Dr. Lúcio Gusmão, fundador da Rede CADE, afirma que o aumento dos casos acompanha mudanças no estilo de vida. Sedentarismo e sobrepeso elevam a sobrecarga na articulação, acelerando o desgaste. Pequenas mudanças já podem fazer a diferença no dia a dia.
Controle do peso e nutrição
O excesso de peso aumenta a pressão sobre o joelho, agravando a dor. Em pessoas sedentárias, cada quilo extra eleva a demanda sobre a articulação. A perda de peso, associada a uma alimentação balanceada, melhora o quadro a longo prazo.
Além disso, o aporte de colágeno, vitaminas e minerais com efeito anti-inflamatório ajuda a manter a saúde articular. Esses nutrientes podem contribuir para a reparação de tecidos lesionados e reduzir desconfortos.
Fortalecimento muscular e exercícios
Exercícios regulares, com ênfase em musculação e atividades de baixo impacto, fortalecem a musculatura ao redor do joelho. Caminhadas, pedal e treino orientado ajudam a estabilizar a articulação.
Músculos bem desenvolvidos atuam como suporte, melhorando a biomecânica e reduzindo o estresse sobre a cartilagem. A prática também diminui o risco de lesões no cotidiano.
Compressas e ajustes na rotina
Aplicar calor ou frio pode aliviar dores e desconforto, principalmente após esforço prolongado. O gelo é indicado em fases agudas ou inflamatórias, enquanto o calor favorece o relaxamento muscular e a circulação local.
Essas medidas são úteis como complemento a outros tratamentos e ajudam a manter a atividade diária com menos dor. É importante respeitar as orientações profissionais para cada caso.
Medicina regenerativa e recuperação
A medicina regenerativa surge como alternativa para estimular o reparo natural das articulações. Os tratamentos atuam no ambiente celular, eliminando células disfuncionais e promovendo a regeneração de tecidos saudáveis.
Segundo o especialista, essas opções são especialmente relevantes nos estágios iniciais e moderados de artrose, podendo evitar procedimentos mais invasivos, como próteses.
Fisioterapia e reabilitação
A fisioterapia atua na melhora da mobilidade, na correção de padrões de movimento e na redução da dor. Técnicas de reabilitação ajudam a restabelecer função e qualidade de movimento.
O processo é essencial para devolver a funcionalidade do joelho, com foco em flexibilidade, equilíbrio e coordenação. A abordagem é individualizada para cada paciente.
Constância no tratamento
O sucesso no controle da dor depende da continuidade do cuidado. Fortalecer a cartilagem requer sessões regulares de terapias aliadas a mudanças no estilo de vida.
Quando o paciente adota esse compromisso, os resultados costumam ser mais duradouros, sem depender de intervenções pontuais. O acompanhamento profissional é fundamental.
Por Davi Goulart
Entre na conversa da comunidade