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Berçários institucionais tranquilizam servidoras públicas

Berçários institucionais aliviam a ansiedade de mães servidoras, ajudam no retorno ao trabalho e elevam a produtividade no serviço público

Fabyanne Nabofarzan voltou ao trabalho sete meses após o nascimento de Israel
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  • Berçários institucionais ajudam servidoras a acompanhar os filhos durante o expediente, facilitando a amamentação e a continuidade no trabalho.
  • Berçário institucional do Buriti, em funcionamento desde 2022, atende 60 crianças de seis a 24 meses; vagas são disputadas pelo Programa de Atenção Materno Infantil (Proamis) por meio de sistema de pontuação.
  • O berçário do Superior Tribunal de Justiça, criado em 1998, atende bebês de cinco meses a dois anos e prioriza crianças mais novas, com 60 vagas.
  • O Tribunal de Justiça do DF e territórios desativou dois berçários em 2017, adotando modelo descentralizado com salas de apoio à amamentação em sete unidades da instituição.
  • A Procuradoria-Geral da República mantém o Programa de Assistência à Mãe Nutriz (Materninho), voltado principalmente a dependentes de servidores de órgãos como PGR, PRR1, PR-DF, CNMP e ESMPU.

Ao fim da licença-maternidade, mães que atuam no serviço público encontram nos berçários institucionais uma alternativa para acompanhar de perto o desenvolvimento dos filhos durante o expediente. A iniciativa busca reduzir o estresse e facilitar a amamentação, permitindo retorno mais tranquilo ao trabalho.

O Berçário Institucional Buriti, no anexo do Palácio do Buriti, atende 60 crianças de 6 a 24 meses. Implantado em 2022, é destinado a servidoras da administração direta e de órgãos vinculados, com vagas definidas por meio do Proamis. A coordenadora Letícia Braga aponta intenção de ampliar vagas e regiões.

Fabyanne Nabofarzan, servidora da SES-DF, retornou ao trabalho sete meses após o nascimento de Israel. Ela descreve o berçário como espaço de segurança, onde pode acompanhar o filho no horário de almoço, reduzindo a ansiedade ligada à distância.

Retorno humanizado

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) mantém um berçário desde 1998, hoje com 60 vagas para bebês de cinco meses a dois anos. A prioridade é para crianças mais novas. Alexandra Junqueira, há 16 anos à frente do berçário, afirma que o serviço reduz a sensação de afastamento do bebê.

Daniela Bonaldi, funcionária da Corte, reforça a importância do espaço para o retorno às funções. Ela cita a possibilidade de amamentação e de ficar mais perto do filho durante o dia, o que facilita a adaptação profissional.

No STJ, a avaliação interna aponta maior tranquilidade entre servidores e servidoras; a presença do berçário é descrita como fundamental para manter o vínculo entre carreira e maternidade.

Outras iniciativas

O TJDFT já manteve dois berçários institucionais no Fórum de Brasília e em Taguatinga, mas desativou as unidades em 2017 por corte de gastos. O tribunal passou a apostar em salas de apoio à amamentação e em ações descentralizadas.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) mantém o Programa de Assistência à Mãe Nutriz, conhecido como Materninho, voltado principalmente para dependentes de servidoras da instituição e de órgãos ligados. O objetivo é apoiar a amamentação e o cuidado infantil durante a jornada de trabalho.

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