- O médico Wandyk Allison afirma que tomar café após o almoço não é uma regra absoluta: depende do metabolismo, da digestão e do objetivo biológico de cada pessoa.
- O café pode melhorar foco e alerta, mas, se ingerido logo após a refeição, pode reduzir a absorção de minerais como ferro e zinco e acelerar o esvaziamento gástrico.
- Após o almoço, o corpo entra em modo parassimpático para digestão; o café nesse momento pode atrapalhar esse processo.
- Tomar café nesse timing pode induzir um estado de alerta artificial, interferir no ritmo circadiano e aumentar ansiedade e compulsão alimentar ao longo do dia.
- A longo prazo, a falta de minerais pode se manifestar como fadiga, queda de cabelo, baixa performance e estagnação estética; não é uma prática prejudicial para todos, mas também não é neutra para o organismo.
O médico Wandyk Allison, pós-graduado em endocrinologia, explica se tomar café após o almoço faz mal. A resposta é: depende do metabolismo, da digestão e do objetivo biológico de cada pessoa.
Para ele, o café não é o problema isoladamente, mas o contexto em que é consumido. A bebida funciona como uma ferramenta metabólica que pode melhorar foco, alerta e modulação do apetite, desde que o momento seja adequado.
Impacto no metabolismo e digestão
Após o almoço, o corpo entra em modo parassimpático, priorizando a digestão. Nesse estágio, ocorre a quebra dos alimentos, absorção de nutrientes e sinalização hormonal envolvendo insulina, grelina e leptina. O café ingerido logo em seguida pode alterar esse ritmo.
O especialista alerta que a cafeína pode reduzir a absorção de minerais como ferro e zinco, além de acelerar o esvaziamento gástrico. Assim, pessoas que consomem café após a refeição podem ter boa alimentação, porém absorção menos eficiente dos nutrientes.
A longo prazo, a carência mineral tende a se manifestar como fadiga, queda de cabelo e queda de performance. O cortisol, hormônio ligado ao estresse, também é liberado pela cafeína, o que pode ampliar o estado de alerta.
Para Wandyk Allison, não existe regra absoluta: o consumo após o almoço pode não ser prejudicial para todos, mas não fica neutro para o organismo. A decisão deve considerar hábitos, digestão e metas de saúde de cada pessoa.
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