- A pessoa com deficiência afirma que responsabilizar alguém pelas limitações e atribuir dificuldades à “falta de vontade” é capacitismo e violência velada.
- Relata pressão de familiares e amigos para abandonar a bengala e seguir exercícios como musculação, fisioterapia e hidroterapia, sob a ideia de que a deficiência seria apenas falta de determinação.
- Diz que esse tipo de julgamento fere a autoestima e pode provocar impactos psicológicos negativos, além de colocar em risco sua segurança.
- Compartilha tentativas anteriores de explicar a experiência da deficiência, incluindo impactos da polineuropatia de Charcot‑Marie‑Tooth e de covid‑19, bem como a avaliação biopsicossocial, sem efeito persuasivo.
- Afirma que não desistiu da vida, segue em processo de autoconhecimento e autoproteção, e que a trajetória ainda não terminou.
A reportagem traz o relato de uma pessoa com deficiência que aborda o impacto do capacitismo disfarçado de preocupação. O texto descreve como a ideia de que tudo se resolve com mais esforço pode ferir a autoestima e limitar a autonomia.
A narrativa expõe situações em que familiares, amigos de longa data e conhecidos tentam impor exercícios ou tratamentos para deixar de usar a bengala. O objetivo é apontar que tais cobranças costumam desconsiderar a realidade das limitações existentes.
Segundo o relato, a pressão não vem apenas de pessoas desconhecidas, mas também de quem convive há anos. Em vez de acolhimento, o acesso a recursos de acessibilidade é visto como necessário para a segurança, o que nem sempre é reconhecido pela rede próxima.
A autora menciona condições de saúde como polineuropatia de Charcot-Marie-Tooth e efeitos da covid-19, que contribuíram para a necessidade de apoio com itens de mobilidade. O texto reforça que as dificuldades vão além de uma simples falta de vontade.
O relato também descreve a dificuldade de dialogar com quem não percebe as limitações de forma visível. Em muitos momentos, as tentativas de explicação acabam sem resposta, gerando frustração e impactos psicológicos.
A pessoa afirma que chegou a questionar seu papel no mundo que parece exigir perfeição. A trajetória descrita aponta para a construção de defesa psíquica para reduzir riscos e proteger a integridade física.
O texto finaliza destacando que a jornada continua. Apesar dos entraves, a pessoa sinaliza continuidade de vida, autoconhecimento e autoproteção, mantendo o foco na autonomia e no respeito às próprias necessidades.
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