- Flávia Dornelas, influenciadora de Minas Gerais que vive em Recife, retirou as telas da rotina do filho Bernardo, hoje com 2 anos e 9 meses, após perceber dependência.
- Bernardo passou a pedir vídeos durante as refeições e chegou a se recusar a comer sem o tablet, levando a mãe a agir.
- A família fez um detox radical, ficando mais de um mês sem qualquer acesso às telas, desligando TVs e evitando o uso de celular.
- O processo foi difícil nos primeiros dias, com reações intensas, mas respondeu após cerca de 15 dias; reintroduções de vídeos faziam o comportamento voltar.
- O relato enfatiza a importância de apoio familiar, especialmente para mães sem rede de apoio, e alerta para os riscos de oferecer telas desde cedo.
Flávia Dornelas, influenciadora de Minas Gerais que vive em Recife, decidiu romper com o uso de telas na alimentação do filho Bernardo, hoje com 2 anos e 9 meses. A mudança ocorreu após perceber sinais de dependência e a recusa do menino em comer sem vídeo.
A mãe conta que, no início, o uso parecia eficiente: vídeos durante as refeições ajudavam a criança a comer rapidamente. Bernardo participava de atividades como natação, academia para bebês e passeios, mas o comportamento mudou com o tempo.
Os sinais incluíram paciência reduzida para vídeos diferentes e a recusa de comer sem o tablet. Um comentário de uma amiga durante uma refeição foi crucial para a decisão de interromper o uso. No dia seguinte, o detox começou.
A família registrou o processo do desligamento das telas, inicialmente sem a intenção de publicar. A primeira semana foi a mais difícil; a mãe relata surpresa ao reconhecer o grau de dependência que havia se instalado.
Com a mudança, a rotina na casa ficou mais desafiadora, pois Flávia precisava gerenciar tudo sozinha após a mudança de Paulínia (SP) para Recife (PE). O marido passou a dividir parte da carga, principalmente no cuidado com o filho.
Para quebrar a associação entre comida e vídeos, o grupo realizou mais de um mês sem qualquer tela. Televisões foram desligadas, e o celular não ficou próximo do filho para evitar estímulos. Os primeiros dias foram intensos, mas as reações diminuíram com o tempo.
Segundo Flávia, Bernardo levou cerca de 15 dias para parar de pedir vídeos nas refeições. A cada reintrodução, porém, o comportamento voltava. Mesmo assim, o uso atual é esporádico e controlado, com resultados progressivos.
A influenciadora ressalta que não aponta culpados, especialmente entre mães sem rede de apoio. O apoio do marido foi determinante para manter a rotina. Ela também reconhece o papel da tela na vida familiar moderna, destacando o desafio de reduzir o uso.
A mensagem principal é de alerta: evitar introduzir telas num estágio precoce pode facilitar a vida futura das famílias. Caso o hábito já tenha sido iniciado, é necessário ter coragem para retirá-lo, pois o impacto costuma tornar-se mais evidente com o tempo.
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