- Pesquisa com mil pais de crianças até cinco anos, no Reino Unido, mostrou que mais da metade se sentiu solitária em algum momento desde o nascimento do bebê, com o pico aos cinco meses, quando o sentimento aumentou conforme a rotina se estabelecia.
- Mais da metade das mães (56%) e quase um terço dos pais (31%) admitiram ficar sozinhos com o bebê em algum momento; cerca de três quartos esconderam a solidão dos outros.
- O estudo aponta que 61% das mães passaram a ver menos pessoas depois que o parceiro voltou ao trabalho; as mães passaram em média sete horas diárias sozinhas com o bebê, e os pais, quatro horas.
- Além disso, 58% diziam sair para fazer compras apenas para ter contato com outras pessoas, e 47% sentiram alívio quando um estranho iniciava uma conversa.
- Dra. Caroline Boyd, especialista em saúde mental perinatal, sugeriu estratégias como começar com pequenas conexões, buscar espaços seguros, aplicar a “regra dos sete minutos”, usar a internet com propósito e conversar com alguém de confiança sobre como está se sentindo.
O que aconteceu: uma pesquisa com mil pais de crianças até cinco anos, publicada pelo The Mirror, aponta que a solidão atinge mais da metade dos envolvidos após o nascimento. O pico ocorre aos cinco meses, quando visitas param, o parceiro volta ao trabalho e a rotina com o bebê se estabelece.
Quem está envolvido: mães respondem por 56% da amostra e pais por 31%. Além disso, três em cada quatro participantes disseram esconder esse sentimento de outras pessoas. Os dados destacam o isolamento que pode surgir mesmo com o bebê aos braços.
Quando e onde aconteceu: o levantamento foi feito no Reino Unido, com famílias que têm crianças com menos de cinco anos. O momento crítico aparece por volta do quinto mês de vida, marcando transição entre o período inicial de apoio intenso e a vida cotidiana mais independente.
Por que isso ocorre: a pesquisa mostra a diminuição de visitas, a redução de apoio familiar e a volta ao trabalho do parceiro como principais fatores. O estudo aponta ainda que mães passam, em média, sete horas diárias sozinhas com o bebê, e pais, quatro.
Contexto da solidão
A Dra. Caroline Boyd, psicóloga clínica, afirma que a solidão pós-nascimento é comum, mas pouco visível. O apoio costuma cair nos meses seguintes, quando a identidade parental está em construção. Dados apontam que 61% das mães passam a ver menos pessoas após o retorno do parceiro ao trabalho.
Mais da metade das mães relatou menor contato social após esse marco, e quase um quarto disse não ter energia para socializar. A pesquisa também revela que 58% saíam para comprar apenas para ter interações, e 47% sentiam alívio ao iniciar uma conversa com alguém desconhecido.
Caminhos para retomar conexões
Especialista sugere iniciar com pequenas interações, como um breve contato visual ou uma conversa de 30 segundos no mercado. Espaços que promovam segurança, como grupos de caminhada, aulas com bebê e clubes de mães, ajudam a reconectar.
A recomendação inclui manter a “regra dos 7 minutos” para facilitar o começo de uma conversa. Também é útil gerir o tempo online, priorizando espaços presenciais que ofereçam troca real. Falar sobre o que sente é também um passo importante.
O estudo reforça que não é sinal de fraqueza pedir apoio. Reconhecer a solidão facilita a busca por redes de suporte durante a transição para a nova identidade parental. A reportagem mantém o foco nos dados e nas possibilidades de enfrentamento.
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