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Combater o bullying exige educação para a convivência

IBGE (2026) aponta que quatro em dez estudantes de 13 a 17 anos já sofreram bullying; prevenção e orientação educacional são essenciais para o convívio respeitoso

Muitas vezes, o sofrimento de quem é alvo de bullying não aparece imediatamente em palavras.
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  • Pesquisa do IBGE de 2026 aponta que quatro em cada dez estudantes de 13 a 17 anos já foram alvo de bullying.
  • Além disso, 27,2% dessa faixa etária já sofreram alguma forma de ofensa duas ou mais vezes.
  • A prevenção precisa ir além dos atos de intimidação, incluindo relações interpessoais, pertencimento, empatia, limites e responsabilidade coletiva pela convivência respeitosa.
  • A orientação educacional fica central, atuando na escuta, mediação, acompanhamento e promoção de estratégias para relações mais saudáveis no ambiente escolar.
  • O cyberbullying aumenta o sofrimento, exige mais atenção de escola e famílias e exige uso responsável da tecnologia e ética no convívio digital.

A pesquisa do IBGE, em 2026, aponta que quatro em cada dez estudantes brasileiros de 13 a 17 anos já foram alvos de bullying. Também 27,2% relataram ter sofrido ofensa duas ou mais vezes. A discussão sobre bullying precisa abranger relações, pertencimento, empatia e responsabilidade coletiva pela convivência respeitosa.

A escola deve ser um espaço de formação integral. Além de conteúdos, promove lidar com frustrações, reconhecer diferenças e se posicionar diante do outro. Ignorar essa dimensão reduz o papel da educação.

A orientação educacional ocupa papel central. Atua na escuta, mediação, acompanhamento e promoção de estratégias para relações mais saudáveis, indo além da intervenção em casos já instalados.

Convivência como prioridade

A prevenção não é acessória; é componente essencial na construção de uma escola mais humana. Atividades de convivência, rodas de conversa e desenvolvimento socioemocional reduzem violências e fortalecem vínculos entre estudantes.

A escola, quando atua com clareza, não apenas intervém em casos de violência, mas reduz condições para a repetição de práticas agressivas. A escuta ativa do orientador educacional facilita a expressão de demandas emocionais.

O sofrimento nem sempre aparece em palavras; pode se manifestar como silêncios, ausências e queda no rendimento. Por isso, não se deve relativizar atitudes agressivas como simples brincadeiras.

Cyberbullying e tecnologia

O ambiente digital amplia humilhações e exige atenção de escolas e famílias. Educar para a convivência inclui orientar o uso responsável da tecnologia e o cuidado com a palavra, reconhecendo o impacto da violência virtual.

O cyberbullying pode atravessar tempo e espaço, atingindo pessoas em diferentes momentos. A escola precisa de ações educativas contínuas para promover ética, responsabilidade e respeito online.

A parceria com as famílias é indispensável. Comunicar valores e manter canais de diálogo abertos reforça a rede de proteção aos estudantes.

Compromisso institucional

Enfrentar bullying e cyberbullying significa não invisibilizar a dor do outro. A convivência ética é uma aprendizagem que deve nascer desde as primeiras relações na escola.

A instituição deve ouvir, intervir, orientar e cuidar, assegurando um ambiente seguro para aprender e se desenvolver. Qualquer forma de humilhação exige atuação séria e consistente.

Autoras:

Michelle Norberto Martins, coordenadora da Orientação Educacional no CIPP dos colégios da Rede Positivo; Sheila da Silva Martins, especialista em Orientação Educacional no CIPP da Rede Positivo.

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