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Mãe que adotou bebê com síndrome de Down revela medo inicial ao conhecê-lo

Mãe adotiva de bebê com síndrome de Down descobre gravidez inesperada durante internação e vê a família crescer.

Agatha com o filho, durante a internação — Foto: Arquivo pessoal
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  • Agtha Lima, mãe de Theodoro, conheceu Dom, bebê com síndrome de Down, durante uma internação de emergência e decidiu seguir com a adoção mesmo diante da gravidade do quadro.
  • Dom foi encaminhado à UTI e a equipe chegou a perguntar se o casal deveria continuar; eles mantiveram a decisão e a guarda provisória foi concedida.
  • Três dias após o primeiro encontro, Agtha descobriu que estava grávida; hoje Elisa tem um ano e convive com Dom desde o nascimento.
  • Theodoro, Dom e Elisa passaram a compartilhar fases do desenvolvimento, com os dois irmãos engatinhando e ficando em pé na mesma época; a família descreve a rotina como intensa, com várias terapias e escola.
  • Os planos para o futuro incluem adotar uma menina e continuar ampliando a família.

Após anos sonhando com a adoção, Agtha Lima conheceu Dom durante uma internação de emergência. O bebê de 2 meses, que tem síndrome de Down, foi intubado por dificuldade respiratória. Dias depois, Agtha descobriu que estava grávida pela segunda vez, e a família cresceu de forma inesperada.

Ao conhecer Dom, Agtha e o marido já sonhavam com a adoção. Em Guarulhos, SP, a médica equipe da Vara da Infância questionou se o casal aceitaria seguir com o processo diante da gravidade do quadro do bebê. Eles decidiram permanecer no caminho da adoção.

Dom foi levado a uma unidade de saúde e internado na UTI logo após o primeiro encontro. A guarda provisória foi concedida dias depois, e Agtha acompanhou o bebê durante a internação. O casal relata ter sentido que, mesmo diante do risco, era a escolha certa.

Adoção, cirurgia emocional e nova vida em família

Três dias após conhecer Dom, Agtha recebeu a notícia da gravidez de Elisa. A descoberta aconteceu ainda durante a internação do bebê. Hoje, Elisa tem 1 ano e convive no dia a dia com Dom, com quem compartilha fases do desenvolvimento.

Theodoro, filho biológico de Agtha e do marido, tem 4 anos e já convive com o irmão mais novo desde que Dom chegou. A família descreve uma rotina intensa, com fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia para Dom.

Rotina, planos e visão da família

A rotina é descrita como um equilíbrio de responsabilidades entre consultas, terapias, escola e trabalho. Agtha afirma que os filhos são mais do que os rótulos ou diagnósticos que carregam, destacando aspectos de convivência e aprendizado mútuo entre os irmãos.

Os planos para o futuro incluem a adoção de uma menina, mantendo o objetivo de ampliar a família e continuar construindo vínculos afetivos. A história destaca a trajetória de uma família que segue com foco na inclusão e no cuidado diário.

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