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Mãe cuida do filho autista com a boca, sem mexer as mãos

Mãe com artrogripose cuida do filho autista pela boca, evidenciando rotina intensiva e dedicação para garantir cuidados 24 horas por dia

Mãe mostra rotina com o filho autista — Foto: Reprodução TikTok
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  • Natália Evelyn dos Santos, influenciadora de Lettering de Barra Bonita, usa a boca para cuidar do filho autista Davi, em vídeos com mais de um milhão de visualizações no TikTok.
  • Natália nasceu com artrogripose, condição que causa contraturas articulares e limita movimentos; já fez 13 cirurgias e recebe fisioterapia, fonoaudiologia e hidroterapia.
  • Davi foi diagnosticado com autismo nível três, teve crises epiléticas e encefalopatia crônica, além de hidrocefalia que exigiu cirurgia.
  • O casal vive rotina intensa: Davi requer cuidados 24 horas por dia, a filha mais velha tem 14 anos e não há rede de apoio; o marido deixou a oficina para ajudar.
  • Momentos marcantes incluem o passeio ao mar, que emocionou a família e foi considerado benéfico para o garoto; Natália reforça a ideia de viver um dia de cada vez e que o amor não tem limites.

Natália Evelyn dos Santos, influencer e artista de Lettering, compartilha a rotina de cuidado ao filho autista Davi, com foco na sua condição física. Ela legendou um vídeo no TikTok dizendo que o corpo tem limites, mas o amor de mãe não cede. O conteúdo ganhou mais de um milhão de visualizações.

Aos 34 anos, Natália nasceu em Barra Bonita, SP, com artrogripose, que causa contraturas articulares e limita movimentos. Por isso, a mãe aprendeu a realizar todas as tarefas com as mãos, incluindo os cuidados com o filho.

Natália não consegue mexer as mãos e tem mobilidade reduzida nas pernas. Ela relata ter passado por 13 cirurgias desde a infância, além de anos de fisioterapia, fonoaudiologia e hidroterapia para manter a independência.

Trajetória familiar e gravidezes

Há 17 anos conheceu o marido, que a apoia diariamente. Juntos, formaram uma família; a primeira filha, Vitória, hoje com 14 anos, nasceu saudável durante gravidez tranquila. A anestesia não teve efeito durante o parto, exigindo anestesia geral.

O segundo parto, com Davi, trouxe complicações. Durante a gestação, Natália teve infecção urinária, hidrocefalia e, aos 31 semanas, fortes cefalias e convulsões. Foi diagnosticada com eclampsia e com a Síndrome de HELLP, ambas condições graves.

Após o nascimento de Davi, ele passou por cirurgia para tratar a hidrocefalia. Natália recorda que o período foi desafiador, mas ambos ficaram estáveis e voltaram para casa.

##Diagnóstico de Davi e rotina diária

Ao completar um ano, a terapeuta ocupacional observou habilidades de linguagem e matemática de Davi, o que gerou expectativa positiva. Em seguida, surgiram sinais que indicaram autismo, levando ao diagnóstico de autismo nível 3.

Davi também apresentou crises epilépticas e encefalopatia crônica, o que impacta o cérebro. A família relatou que terapias necessárias passaram a causar crises e resistência ao tratamento.

A rotina é intensa: terapias, consultas e cuidados 24 horas por dia, incluindo a atenção à filha pré-adolescente. Natália descreve a necessidade de equilibrar escola, casa e terapias sem rede de apoio.

Para adaptar-se à realidade de cuidar do filho, Natália passou a fazer quase tudo com a boca. A necessidade de ajuste também levou o marido a deixar a oficina de funilaria para dedicar-se integralmente à família.

Momentos marcantes e perspectivas

Entre os momentos inesquecíveis, Natália destaca a primeira visita ao mar com as crianças, que teve efeito positivo em Davi, que demonstrou entusiasmo e bem-estar. Profissionais que acompanham a família reconheceram os benefícios da experiência.

Hoje, Natália compartilha a história para mostrar que, mesmo diante de dificuldades, é possível seguir em frente. Ela afirma que é preciso viver um dia de cada vez e que os limites podem ser superados.

Sobre artrogripose

A artrogripose é uma condição congênita rara com contraturas articulares presentes desde o nascimento, levando à limitação de movimento. O diagnóstico é clínico e o tratamento envolve manipulação, gessos, órteses e, em casos graves, cirurgia. A prevalência varia de 1 a 3 por 100 mil nascidos vivos, conforme estudos.

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