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Mãe revela luta pela autonomia do filho autista e desejo de paz

Mãe solo de Matheus, 18 anos, traça caminho para a autonomia do filho com autismo, enquanto lidera a equipe educacional da Keune Brasil

Elizandra e Matheus — Foto: Arquivo Pessoal
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  • Elizandra Menegat, gerente de Negócios da Keune Brasil, é mãe de Matheus, 18 anos, diagnosticado com autismo, e usa a experiência para moldar sua liderança.
  • Em busca de recomeçar a vida, ela se separou do Rio de Janeiro, mudou para Curitiba e encarou o desafio sem medos, priorizando o futuro do filho.
  • O diagnóstico levou a um período de recusa, após o qual ela buscou terapias alternativas e ressaltou que a terapia mais eficaz envolveu dupla de psicólogo e psicóloga trabalhando em conjunto.
  • Frações importantes do caminho incluíram retirar o tutor de Matheus e ele dormir sozinho em casa pela primeira vez, além de valorizar conquistas como a leitura aos 13 anos.
  • Hoje, Matheus está em processo de inserção no mercado de trabalho e Elizandra destaca que a liderança dela mudou ao abraçar a escuta, a conexão e a educação como facilitação, buscando desenvolver autonomia aos poucos.

Elizandra Menegat, 48, é gerente de Negócios e Capacitação da Keune Brasil há quase 13 anos. Na função, lidera o time educacional da marca no país e cuida de treinamentos, estratégias e desenvolvimento de cabeleireiros. Ao longo da vida, tornou-se mãe de Matheus, hoje com 18 anos, diagnosticado no espectro autista.

Elizandra descreve a própria trajetória como movida por mudanças de perspectiva. A relação com o filho abriu espaços de compreensão e transformou a visão que tinha sobre liderança, trazendo nuances de paciência, escuta e flexibilidade.

Recomeço e diagnóstico

Quando Matheus tinha 3 anos, a mãe decidiu fazer uma mudança radical: saiu do Rio de Janeiro e voltou para Curitiba, sem emprego, levando o filho ainda pequeno no processo de diagnóstico. O objetivo era recomeçar e buscar o melhor para o filho.

O diagnóstico de autismo chegou aos poucos, com sinais que não se encaixavam em rótulos fixos. A compreensão inicial era de que o espectro era pouco diverso do que se imaginava, o que levou Elizandra a rever velhos conceitos sobre educação e suporte.

Estratégias para construir autonomia

A escolha terapêutica envolveu várias tentativas, até encontrar caminhos mais eficazes. Um trabalho conjunto entre psicólogo e psicóloga saiu-se melhor ao estabelecer conexões e simular situações do cotidiano para Matheus. Terapias voltadas a integrá-lo à vida em sociedade mostraram resultados consistentes.

Ao longo do tempo, Elizandra passou por fases de recusa e aceitação, ajustando abordagens conforme o progresso do filho. Em 2025, ela retirou o tutor que o acompanhava, buscando maior independência para Matheus, inclusive ao dormir sozinho em casa durante viagens.

Liderança e educação

A experiência de vida influenciou diretamente a forma como Elizandra lidera a equipe da Keune. Percebeu que o equilíbrio entre cobrança e empatia é essencial para artistas criativos, como cabeleireiros, que compõem o quadro da empresa. Hoje, a educação na empresa privilegia conexão, autoconhecimento e incentivo à curiosidade.

Ela defende que o papel do educador é facilitar, não impor. Em vez de impor técnicas, busca estimular a participação e a criatividade dos profissionais, promovendo um ambiente em que cada pessoa possa ensinar e aprender.

Conquistas de Matheus e próximos passos

Entre as conquistas de Matheus, estão a capacidade de leitura aos 13 anos e o retorno de pequenas vitórias no dia a dia. A mãe visa colocá-lo no ritmo dele, com estratégias que respeitem o tempo e o modo de cada pessoa.

Atualmente, Elizandra acompanha de perto o processo de inserção de Matheus no mercado de trabalho e continua a estimular sua autonomia. O objetivo é que ele avance aos poucos, com apoio adequado, sem perder de vista a evolução contínua.

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