- O médico Lucas Albanaz diz que hábitos saudáveis podem, na prática, atrapalhar o intestino dependendo da intensidade e da individualidade de cada pessoa.
- Excesso de fibras sem adaptação gradual e hidratação pode provocar distensão abdominal, gases, dor e piora da constipação.
- Consumo excessivo de alimentos “fit” ou ultraprocessados saudáveis e adoçantes artificiais pode aumentar desconfortos intestinais; alguns adoçantes fermentam e podem causar diarreia e gases.
- Treinos intensos e prolongados sem recuperação adequada podem aumentar a permeabilidade intestinal e favorecer sintomas gastrointestinais, especialmente em atletas de endurance.
- Excesso de higiene e uso desnecessário de probióticos podem alterar a maturação da imunidade e da microbiota; nem todo probiótico é benéfico para todas as pessoas.
O médico Lucas Albanaz aponta que hábitos tidos como saudáveis podem, na prática, prejudicar o intestino. O tema envolve a relação entre microbiota, sono, estresse e alimentação.
Segundo o especialista, a intensidade, a frequência e a individualidade de cada pessoa influenciam o efeito de certos comportamentos no intestino. Algumas práticas, mesmo vistas como benéficas, podem ter impacto negativo.
Entre os exemplos citados, está o excesso de fibras. Aumentos rápidos no consumo de aveia, sementes, farelos, vegetais crus ou suplementos de fibra podem provocar distensão abdominal, gases, dor e piora da constipação.
Outro ponto destacado é o consumo excessivo de alimentos considerados fit ou ultraprocessados saudáveis. Barrinhas proteicas e adoçantes artificiais podem ampliar desconfortos intestinais em algumas pessoas.
Adoçantes fermentativos, como sorbitol, manitol e xilitol, também foram citados como agentes que elevam a produção de gases e podem causar diarreia, especialmente quando usados em excesso.
O excesso de exercício físico também é relevante. Treinos intensos e prolongados, sem recuperação adequada, podem aumentar a permeabilidade intestinal e alterar o fluxo sanguíneo nessa região, favorecendo sintomas gastrointestinais.
A higiene excessiva é apontada como fator indireto. Exposição ambiental muito reduzida a microrganismos pode influenciar a maturação da microbiota e do sistema imune, sem que a higiene em si seja ruim.
Por fim, o uso desnecessário de probióticos ou “shots” intestinais pode não beneficiar todas as pessoas. Algumas cepas ajudam em contextos específicos, outras podem gerar gases, distensão ou não trazer melhora.
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