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Cinco comportamentos dos pais que afastam adolescentes, aponta estudo

Reação de raiva, críticas e invasão de privacidade pioram o afastamento; atitudes de escuta e confiança ajudam a manter o vínculo

Adolescente triste — Foto: Pexels/cottonbro studio
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  • Reagir com raiva ao afastamento: tratar o afastamento como processo biológico normal e saudável, não como rejeição pessoal, para não piorar a situação.
  • Criticar constantemente: praticar escuta ativa, sem julgamento imediato, perguntando sobre o dia, os amigos e os interesses do filho, mostrando interesse real.
  • Invadir a privacidade: respeitar autonomia e privacidade, manter disponibilidade e combinar regras que façam sentido para todos, sem monitoramento excessivo.
  • Desqualificar os sentimentos: manter comunicação empática, reconhecendo o que o filho está sentindo sem acusações ou sermões.
  • Forçar conversas longas: promover momentos de conexão leves e sem pressão, como jantares, passeios ou atividades compartilhadas sem uso de celular.

Na adolescência, o afastamento dos filhos é comum e não significa rejeição. O cérebro passa por mudanças que priorizam estímulos sociais fora da família, preparando a independência e a formação de identidade, segundo estudo da Universidade de Stanford publicado no Journal of Neuroscience. Especialistas ressaltam que o vínculo pode permanecer próximo com abordagens adequadas.

Abaixo, listam-se atitudes que podem piorar o afastamento e sugestões de manejo para manter a comunicação sem pressão.

1. Reagir com raiva ao afastamento

Reagir com raiva diante do afastamento pode transformar a distância em muro permanente. O ideal é encarar o afastamento como processo biológico normal, não rejeição pessoal. O adolescente está ajustando o cérebro ao mundo social.

2. Criticar constantemente

Críticas contínuas aos amigos, estilo e hobbies prejudicam a relação. Pratique escuta ativa, sem julgamentos imediatos, perguntando sobre o dia, os interesses e o grupo de pares. Demonstre interesse real pelo mundo dele.

3. Invadir a privacidade

Monitorar mensagens ou redes sociais pode abalar a confiança. Evite controle extremo ou proibições totais; prefira manter autonomia aliada a disponibilidade. Estabeleça combinados que deem segurança para todos.

4. Desqualificar os sentimentos

Desconsiderar as emoções do jovem durante a transformação mantém o vínculo distante. Adote comunicação empática, com frases que reconheçam o que ele sente, sem sermões ou acusações.

5. Forçar conversas longas

Diálogos prolongados em momentos inadequados aumentam a pressão. Priorizem momentos leves, como jantares ou atividades sem celular. Conversas naturais favorecem a aproximação sem tensão.

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